Casa Nova-BA: casos de Covid-19 chegam a 7 confirmados; prefeitura decreta toque de recolher em comunidade

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O município de Casa Nova, no norte da Bahia, confirmou mais quatro casos da Covid-19, infecção causada pelo novo coronavírus. Com isso, subiu para 7 o número de infectados na cidade, que tem cerca de 64.944 habitantes, de acordo com o IBGE.

O primeiro caso confirmado em Casa Nova foi divulgado na última terça-feira (19). O paciente, de 33 anos, é  trabalhador rural em uma das fazendas da comunidade Santana de Sobrado, que atualmente concentra 90% dos casos.

De acordo com a prefeitura, o distrito é um dos maiores do município e centraliza as grandes fazendas produtoras de frutas e um número de trabalhadores do campo que beira a 30 mil, muitos deles vindos de Petrolina-PE e Juazeiro-BA.

Medidas

Para tentar diminuir o risco de contágio ao restante do território do município,  o prefeito Wilker Torres editou mais um Decreto neste sábado (22), com mais medidas restritivas e determinações em relação ao comércio e circulação de pessoas.

Entre as medidas, o Decreto 696/2020, determina Toque de Recolher no âmbito do Distrito de Santana do Sobrado, entre às 22 horas e 4h30, a partir do dia 23 de Maio de 2020.

O decreto determina ainda, a suspensão do funcionamento das feiras públicas e de qualquer tipo de comércio ou de prestação de serviço praticados no espaço da Feira Livre/Mercado Municipal; da permissão de realização de missas e cultos de qualquer natureza ou religião, utilização de praias no Distrito de Pau a Pique, bem como a venda de produtos por meio de mascates e ambulantes, de frutas, verduras, ovos e outros géneros alimentícios e de quaisquer outros produtos por meio de veículos e carrinhos com tração animal ou manuseados pela força humana. As medidas começarão a valer na próxima segunda-feira (25).

Para o Prefeito Wilker Torres, “estas medidas são urgentes, necessárias, seguem a orientação do Ministério da Saúde, do Governo da Bahia e da OMS. É necessário a população entender que sem esses cuidados teremos o colapso da rede de saúde pública”.

 

Da Redação

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