
(foto: arquivo)
Os munícipes de Juazeiro, no Norte da Bahia, repercutiram a nota conjunta divulgada ontem (22) por seis entidades representativas comerciais do município, que consideram que “o comércio de Juazeiro está morrendo”. A nota foi emitida após o novo decreto municipal, anunciado no sábado (20), voltar a interromper o funcionamento dos estabelecimentos comerciais não essenciais, shopping, galerias, feiras e mercados de Juazeiro, desde ontem. A cidade estava na fase 2 do plano municipal de reabertura.
As entidades afirmam que as lojas estavam cumprindo, rigorosamente, todas as exigências básicas de proteção para clientes e funcionários e alegam que o crescimento do número de casos confirmados “não poderia ser colocado na conta do comércio”. O representantes dizem ainda que os “lojistas estão assistindo de mãos atadas à falência em massa de empresas e o crescimento vertiginoso de demissões” e que “o comércio varejista de Juazeiro está morrendo, sucumbindo por erros sucessivos de decisões equivocadas do poder público municipal”.
Nas redes sociais, os leitores do PNB repercutiram a nota das entidades. A maioria se mostrou descontente com o documento assinado pelas representações comerciais [os comentários foram retirados através da publicação pública no Facebook do Preto no Branco].
“Antes o comércio do que as pessoas”, disse um leitor.
“Total indignação deve ter a população por estas entidades. Exploradores do ser humano”, escreveu uma internauta.
“Morrendo estão as famílias que perderam seu ente querido por conta do vírus”, acrescentou outra leitora.
“Se não fechar, ai em pergunto com as pessoas mortas quem vai abrir as portas do comércio? Quem vai comprar, agora vamos ser índios novamente e pronto…sem lenço e sem documento, nada no BB olsi ou nas mãos… só basta estarmos vivos. Viva o isolamento com inverno massa…”, reforçou outro seguidor do PNB.
“Comércio morrer um horror, né?! Agora gente…. nem tanto. Risos”, ironizou outra leitora, incomodada com o conteúdo da nota.
Alguns leitores também lembraram que existem responsabilidades que precisam ser cumpridas, especificamente, pela população em geral, prefeitura, empresários e o Governo Federal.
“Creio num esforço conjunto, de prefeitura, população e os empresários, no sentido de oferecer logística para fiscalizar e punir os que desobedecem o decreto. Para reduzir o contágio, aumentar vagas na UTI’s… Quem sabe até zerar o número, para tão logo retornar todas atividades humanas. Mas enquanto os vizinhos, parentes, colegas estão se encontrando, fazendo bolo de aniversário, indo aos cultos…O comércio vai ficar fechado. Ou vamos nos sacrificar de verdade agora ou o caos estará estabelecido. Infelizmente”, escreveu um seguidor.
“O povo precisa parar de fazer Lives em casa de amigos, churrascos, precisam fazer uso das medidas de segurança, lotéricas, supermercados, bancos, são essenciais e indispensáveis, Ceasa tbm pq é questão de sobrevivência humana, o povo ñ entendeu isso ainda, o resto, paciência..Infelizmente defunto não trabalha e nem veste roupas nem usam perfumes, nem tampouco calçados”, desabafou uma leitora.
“Alô comércio. Quem tem que garantir o sustento dessa atividade econômica quanto da sociedade que tá fora do mercado de trabalho é o governo federal, pressionem eles e não a sociedade, só os desacreditados que ainda acreditam q é a penas uma gripezinha, é esse número máximo de pessoas para a disseminação do vírus e mínimo para o comércio q n conseguem manter uma atividade econômica necessária a esse segmento. O presidente da gripezinha é quem tem que ter uma política de Estado p o enfrentamento ao Coronavírus e economia. E não vai ter! Não tem nem ministro da saúde quanto mais política de enfrentamento, tá cada um por si”, criticou um leitor.
Houve também quem defendeu o funcionamento do comércio , desde que houvesse uma maior fiscalização e consciência por parte da população.
“Vcs acham que o comércio fechado, com risco de demitir tantas pessoas que já estão vivendo o medo, a insegurança a incerteza é o caminho certo pra conter o virus? E o mercado do produtor, os bancos, os supermercados, as lotéricas… isso não é foco de contágio? O problema é que colocaram o comércio como grande culpado pelo aumento de casos, qdo na verdade esse número de contaminados vem de antes da abertura. Precisamos na verdade, aprender a lidar com essa nova realidade até vir a vacina. Um dia o comércio vai precisar abrir, não tem pra onde correr, com distanciamento e máscara, essa é a nova realidade. Só lembrando, eu não trabalho no comércio, mas me preocupo com as milhares de pessoas que dependem dele. Todos precisam de trabalho p sobreviver. Se tivesse mais consciência da população e mais fiscalização, daria sim pra abrir com segurança”, escreveu uma internauta.
Saiba mais
O documento foi assinado pela Câmara de Dirigentes Lojista, a Associação Comercial Industrial e Agrícola de Juazeiro (ACIAJ), o Sindicato dos Logistas (SINDILOJAS), a Diretoria da Associação de Empresas do Distrito Industrial do São Francisco (AEDISF), o Sindicato dos Comerciários (SINDCOM) e o SINDHAJ (leia na íntrega).
A Prefeitura de Juazeiro chegou a se manifestar também, afirmando que “a defesa da vida dos juazeirenses seria prioritária em nossas decisões” e rebateu que “nem todos os estabelecimentos vinham cumprindo os requisitos dispostos no plano” (leia mais).
Da Redação


