
O site BNews, da capital baiana, repercutiu reportagem do Preto No Branco, que denunciava a ação orquestrada de um grupo de WhatsApp intitulado “abertura do comércio”, com 238 integrantes – a maioria deles empresários locais e pessoas ligadas ao setor no município, em que o administrador, um representante do setor industrial, orienta que os comerciantes abram as lojas e coloquem os funcionários na porta com cartazes. “Quando a fiscalização chegar, a loja vai esta (sic) aberta sem ninguém dentro, e não pode fazer nada”, sugere.
Em outra reportagem, a produção do site ouviu o Prefeito Paulo Bomfim que classificou “a atitude do grupo de comerciantes como “inadmissível” e afirmou que a pressão pela reabertura do comércio sem que a curva do número de casos do novo coronavírus na cidade baixe “não funciona”. “Não posso ser irresponsável”, pontuou Bomfim.
“A gente tem que repudiar. Pense em um negócio chato. Você vivendo em um momento de pandemia desse. A briga contra esse vírus é de todos nós. Não é só do comércio ou só da prefeitura não […] Somos nós, todos nós, contra esse vírus. As pessoas precisam se conscientizar”, criticou o prefeito Paulo Bomfim, em entrevista ao BNews.
Casos na cidade
De acordo com o último boletim epidemiológico da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), divulgado no fim da tarde desta segunda-feira (29), Juazeiro tem 590 casos confirmados de Covid-19, dos quais 261 são ativos.
Até ontem, segundo a Sesab, 19 pessoas morreram em decorrência do novo coronavírus na cidade. O crescimento médio do número de pacientes infectados no município nos cinco dias anteriores ao boletim foi de 5,11%.
O atual decreto municipal sobre as restrições ao funcionamento do comércio e de circulação de pessoas, que, entre outras medidas, estabelece o toque de recolher às 18h, vale até o dia 12 de julho.
Segundo Paulo Bomfim, até lá, a prefeitura vai avaliar dia a dia a necessidade de prorrogação ou não da determinação. “Se necessário for, vamos estender”, afirmou.
Da Redação



