#AglomeraBrasil: juíza defende aglomeração durante Réveillon e advogado pede que CNJ apure conduta irresponsável da magistrada

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Em uma publicação nas redes sociais a juíza Ludmila Lins Grilo, que atua em Buritis, Minas Gerais, defendeu a aglomeração de pessoas em meio à pandemia da Covid-19.

A magistrada, apoiadora de Bolsonaro, ignorando os esforços do CNJ, das autoridades sanitárias e dos profissionais da saúde, defendeu abertamente as aglomerações nas praias e festas do litoral brasileiro, principalmente durante o Réveillon.

“Uma cidade que não se entregou docilmente ao medo, histeria ou depressão”, diz a magistrada em um vídeo que mostra pessoas reunidas em Búzios, no Rio de Janeiro, escreveu Grilo no Twitter.

Em outra postagem, ela chegou a utilizar a hashtag #AglomeraBrasil.

O advogado José Belga Assis Trad pediu que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apure a conduta da juíza.

De acordo com a peça encaminhada ao CNJ, ao se manifestar contra as recomendações das autoridades sanitárias, embora não tenha formação e não seja médica sanitarista, acaba por confundir o público em relação à opinião pessoal da magistrada e da própria magistratura.

“Mais ainda, as pessoas que nela confiam por ser uma autoridade integrante do Poder Judiciário certamente serão influenciadas por sua irresponsável e inconsequente manifestação, que, de tão absurda, pode estar a configurar crime de apologia à infração de medida sanitária preventiva”, escreveu o advogado.

No documento que pede a apuração de eventual infração ético disciplinar por parte de Grilo, Trad destaca que o Código de Ética da Magistratura Nacional impõe uma série de restrições e exigências aos juízes, entre elas a de que o magistrado se comporte na vida privada de modo a dignificar a função.

Histórico de Ludmila Lins Grilo

Em 2020, Grilo foi alvo de um processo no CNJ por publicar uma imagem no Instagram, em que aparece acompanhada de outras mulheres, supostamente apoiando uma manifestação em favor do presidente Jair Bolsonaro.

O caso acabou arquivado pelo ministro Humberto Martins, que entendeu não existir justa causa suficiente para a instauração de reclamação ou processo administrativo disciplinar.

Em março de 2020, a juíza mineira foi citada em uma reportagem publicada pelo site The Intercept Brasil, por seus posicionamentos alinhados à extrema direita.

“Aluna dedicada do guru Olavo de Carvalho, aquele intelectual que tem dúvidas sobre a esfericidade do planeta Terra, a juíza é figurinha carimbada nos canais de comunicação alinhados à extrema direita governista, como Terça Livre, Senso Incomum e Leda Nagle”, diz trecho da notícia.

Da Redação 

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