
(foto ilustrativa)
Após o assassinato de três mulheres por apedrejamento, em áreas próximas ao Mercado do Produtor e Distrito Industrial, em Juazeiro, Norte da Bahia, em menos de 30 dias, alguns sites sensacionalistas e grupos de WhatsApp especularam a ação de um “serial killer” como autor dos crimes.
Um áudio que circula nas redes sociais aterroriza a população, dando detalhes de como o suposto assassino em série estaria agindo, e ainda ligando os crimes “a magia negra”. Uma outra postagem faz um alerta às mulheres que moram em bairros próximos aos locais dos crimes, inclusive afirmando que o assassino moraria no João Paulo Segundo ou Itaberaba.
De fato, os crimes, com características semelhantes foram registrados em Juazeiro.
Na manhã de segunda-feira (4), o corpo de Beatriz das Virgens foi encontrado próximo ao shopping da cidade, com sinais de apedrejamento. Foi o terceiro caso registrado nos últimos 30 dias.
Em 19 de dezembro de 2020, o corpo de Valquíria Angélica da Cunha Fernandes, desaparecida desde o dia 13 do mesmo mês, também foi encontrado pela polícia, em um terreno do Distrito Industrial.
No dia 06 de dezembro, outra mulher foi encontrada morta, sem roupas, nas proximidades do campo de futebol do bairro Itaberaba.
Os fatos são verídicos e a Polícia Civil já está investigando os crimes.
No entanto, a ação de um assassino em série é uma “irresponsabilidade”, segundo a delegada Lígia Nunes.
Ao PNB, a coordenadora da Polícia Civil, em Juazeiro, afirmou que “Não existe qualquer possibilidade de uma ação de serial killer. Isso é uma irresponsabilidade de quem publica com intuito de vender”, disse a delegada.
Portanto, é fake-news, para vender, ganhar curtidas e acessos, brincando com um assunto sério que é a violência contra a mulher, essa chaga da sociedade, fruto do machismo estrutural.
Para a mestra em psicologia Mariana Cavalcanti criar uma visão fantasiosa de serial killer para justificar a morte de mulheres é naturalizar a opressão e a violência, consequências do machismo.
“Não podemos reduzir o machismo, que é estrutural da sociedade capitalista patriarcal, misógina, a uma perspectiva individual e causal. Serial killer nos remete a alguém que sofre um transtorno psiquiátrico e comete homicídios em sequência. Esta visão retira o olhar amplo sobre a sociedade que mantém a opressão sobre as mulheres e naturaliza a violência, o machismo. As mulheres estão sendo assassinadas em casa, por seus companheiros, ex-companheiros, que as tem como propriedades. Não são assassinos em série, são feminicidas. Precisamos pensar e romper com o machismo na sociedade”, concluiu a psicóloga.
Da Redação




Bora trabalhar delegada, menos conversa, mais ação!
Um pouquinho tendencioso… Uma vez que parte da população “vacinada” de vitimismo e as asneiras politizadas, se preocupa com mulheres da cidade SIM, sem propagar mentira ou essas besteiras infundadas aí! Houve crime, principalmente com mulheres, e é preciso investigação e punir os autores! É isso que a população -os que se preocupam- querem! Lacração, ninguém quer! Agora vão trabalhar e investigar esse assunto, sem descartar nada e darem uma resposta a sociedade!