
Em resposta a uma nota da Comissão Representativa dos Empregados do Hospital Promatre enviada ao PNB sobre o fechamento da UPA na unidade hospitalar, que provou a demissão de 45 funcionários, a Prefeitura de Juazeiro disse que “entende ser incoerente a tentativa de responsabilizar o governo municipal por eventuais demissões no quadro de funcionários da Promatre, visto que o hospital não faz parte da Rede Municipal de Saúde e apenas presta serviço contratual ao município (alta e média complexidade e urgência e emergência), que permanecerão mantidos”.
A prefeitura salientou ainda “que o retorno do serviço da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para o seu local de origem foi previamente comunicado à direção da Promatre em reuniões realizadas com a Prefeitura, bem como por ofício, sendo certo que em nenhum momento foi tratado da interrupção de nenhum outro serviço. Estávamos pagando dois contratos de urgência/emergência, um no valor de R$ 260.000 e outro de R$ 304.000, este último referente à transferência temporária da UPA, que encontrava-se subutilizada, com a folha de pagamento alta, provocando sobrecarga à administração pública”.
O órgão afirma ainda que “com o funcionamento reorganizado da UPA e Hospital de Campanha, poderemos prestar uma melhor oferta e assistência à população juazeirense, que agora, poderá contar como “porta de entrada” para a Emergência com dois serviços, sendo eles UPA e Promatre (já que representam dois contratos de emergência), e um Hospital de Campanha para atendimentos exclusivos de Síndromes Gripais/Covid-19. Por tais razões, mostram-se descabidas as alegações da Comissão Representativa do Hospital Promatre de Juazeiro”(Assessoria de Comunicação da Sesau Juazeiro).
Versão da Comissão Representativa dos Empregados do Hospital Promatre
Na nota, a Comissão disse que a decisão foi “sem qualquer aviso prévio à Promatre, o Secretário de Saúde de Juazeiro encaminhou ofício à direção da instituição hospitalar comunicando que a partir de 01/03/2021 os atendimentos de Média Complexidade Ambulatorial Adulto Clínico, não mais serão encaminhados à Promatre, que estava realizando os atendimentos desde Março/2020 , sem qualquer reclamação ou escândalo dos usuários”.
A nota afirma ainda que “a Promatre teve que contratar cerca de 45 funcionários para realizar este Serviço, com muita dedicação e competência de todos e sem nenhum aviso prévio o atual secretário, em uma simples canetada, comunicou esta decisão que gerará desemprego de muitos e um passivo trabalhista ao Hospital, em uma atitude fria e sem respeito a uma Instituição de 68 anos de serviços prestados a Juazeiro e região , exatamente no momento de maior crise na saúde por conta da pandemia”.
A comissão também disse que espera “que este modelo de gestão de saúde pública seja corrigido o mais rápido possível, sem perseguições, sem amadorismo e sem negligência”, e responsabiliza o gestor da saúde “pelo que de mais grave vier a acontecer às vidas de toda a imensa população que se utiliza dos seus serviços médico-hospitalares”.
Da Redação



