
Após os moradores da Rua do Paraíso, bairro Santo Antônio, em Juazeiro solicitarem da Semaurb-Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano, providências em relação a um incêndio provocado por um homem de prenome Edmilson, ocorrido na tarde do último sábado (13), o órgão garantiu “que enviará fiscais ambientais e de ordenamento urbano ao local em busca de identificar o proprietário do imóvel”.
A Semaurb informou que o proprietário do imóvel será notificado e “também irá autuá-lo por depositar restos de materiais e galhos de árvores em via pública”.
Embora a retirada do material seja de responsabilidade do dono do imóvel ou de quem provocou o incêndio, a Semaurb também garantiu que, em atendimento a solicitação dos vizinhos, fará a limpeza do local.
Confira nota:
A Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (SEMAURB) explica que é de responsabilidade dos donos de terrenos manterem o imóvel sempre limpo, sejam eles murados ou não.
Em relação ao incêndio ocorrido na Rua do Paraíso, no bairro Santo Antônio, a SEMAURB enviará fiscais ambientais e de ordenamento urbano ao local em busca de identificar o proprietário do imóvel para proceder à notificação e também irá autuá-lo por depositar restos de materiais e galhos de árvores em via pública.
Quanto ao resto de material incinerado pelo proprietário que continua na rua, a Secretaria de Serviços Públicos enviará uma equipe ao local para fazer a retirada, mas esclarece que a responsabilidade por essa ação é do dono do terreno (Ascom Semaurb).
Entenda o caso
Segundo vizinhos, a mando de Edmilson, que se diz proprietário de um terreno situado na Rua do Paraíso, bairro Santo Antônio, galhos e árvores foram arrastados para a calçada e incendiados, no último sábado (13).
O fogo se espalhou rapidamente, e as chamas atingiram os fios de telefonia e operadoras de internet, danificando toda a rede. Grande parte dos moradores da rua, ficou sem os serviços por quase 24 horas.
Ainda nesta terça-feira (16), o serviço não tinha sido totalmente restabelecido para alguns usuários, principalmente para empresas e clínicas médicas situadas no local.
“Este incêndio foi criminoso. Deu prejuízos aos moradores, as empresas de telefonia, internet. Algumas estão sem o serviço de telefone fixo e internet desde sábado e o responsável por provocar o incêndio sumiu. O correto era ele ser responsabilizado pelos transtornos e prejuízos que causou com tamanha irresponsabilidade. Isso não é caso de polícia?” questionou um morador revoltado.
Os moradores pediram a Prefeitura de Juazeiro que realizasse a retirada do material incinerado para evitar risco de novo incêndio.
“Sabemos que a obrigação não é da prefeitura, mas de quem tocou fogo. Mas tememos que alguém, por acidente, jogue uma ponta de cigarro, e provoque outro incêndio”, pediram.
Além dos prejuízos causados às empresas e aos usuários, moradores das casas próximas ao terreno passaram mal com a fumaça proveniente do incêndio.
“Além do susto, tivemos que retirar minha mãe, idosa, rapidamente de casa, pois a fumaça invadiu tudo e ela com problemas respiratórios começou a passar mal”, disse a filha da idosa.
Outra vizinha do terreno, que também sofre de problemas respiratórios, chegou a ir para o hospital tomar nebulização.
“De repente a fumaça entrou aqui em casa. Foi um horror. Tenho asma e entrei em crise”, contou uma vizinha.
A Polícia Militar também esteve no local, mas o responsável pela queimada não apareceu.
Ainda segundo os vizinhos, Edmilson, mesmo sem apresentar documentação, se diz dono do terreno, e volta e meia aparece no local afirmando que ali irá construir “um prédio de 20 andares”.
Segundo informações obtidas pelo PNB, há mais de 45 anos uma vizinha é responsável pela limpeza e manutenção do terreno, que é murado, e tem uma ligação com sua casa.
De acordo com familiares da idosa de 86 anos, Edmilson, antes de ordenar a queimada, esteve na casa da senhora avisando que iria limpar a área para guardar material de construção. Ainda segundo os familiares da idosa, que reivindica a propriedade do terreno na Justiça, Edmilson costuma ameaçá-la, inclusive já tendo afirmado que “iria jogar uma bomba no terreno”.
Até o momento, nossa reportagem não conseguiu localizar Edmilson. Estamos encaminhando o caso também para a Polícia Civil de Juazeiro.
Da Redação



