
(foto: arquivo pessoal)
Dois anos e três meses se passaram após o feminicídio que vitimou Alice Rodrigues, 18 anos, assassinada no dia 17 de janeiro, em Juazeiro, no Norte da Bahia. O acusado, Nielton Gonçalves Soares, 27 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Civil horas após o crime, mas até hoje não foi levado a júri popular.
Em maio de 2019, durante audiência de instrução realizada no Fórum Conselheiro Luiz Viana Filho, em Juazeiro, o juiz considerou que existem indícios de um crime doloso e que o acusado pode ser o culpado e que, por se tratar de um crime doloso contra a vida, o processo deverá ser julgado pel tribunal do júri.
A defesa do suspeito recorreu da decisão em última instância, no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, após ter recebido sentenças negativas da comarca local e do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). No dia 31 de março, o STJ acompanhou as decisões anteriores e o Júri Popular deve ser marcado em breve.

(foto: arquivo)
O caso
O corpo da jovem foi encontrado em um terreno, próximo a Universidade do Estado da Bahia (UNEB). O suspeito foi localizado pela Polícia Civil e negou o crime. Na época, a polícia informou que havia encontrado as roupas do acusado sujas de sangue e que o aparelho celular da vítima estava com Nielton. As provas foram apreendidas e submetidas à perícia.
Segundo a polícia, a vítima teve uma relação amorosa esporádica com o acusado, e que ele não se conformava com o fato de Alice ter um relacionamento afetivo fixo com outra pessoa, e chegou a ameaçá-la, inclusive chegando a constrangê-la, dizendo que ia divulgar imagens íntimas dela nas redes sociais, se ela não ficasse com ele. Alice teria se negando a ficar com Nielton, e por este motivo teria sido assassinada.
O acusado foi autuado em flagrante. Na audiência de custódia, o juiz Roberto Paranhos decretou a prisão preventiva de Nielton.
Da Redação



