Insatisfação: representantes da classe artística de Juazeiro realizam manifestação contestando Auxílio Emergencial e cobrando diálogo com a gestão municipal

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(foto divulgação)

Trabalhadores do setor cultural do município de Juazeiro, no Norte da Bahia, realizaram na manhã desta quinta-feira (20), uma manifestação em frente ao Paço Municipal para reivindicar um diálogo com a gestão.

De acordo com eles, que integram o movimento denominado “Auxílio Emergencial para os fazedores de cultura, já”, a proposta encaminhada pelo executivo à Câmara de Vereadores não contempla as necessidades da categoria.

“Essa reivindicação pelo Auxílio Emergencial é mais do que justa. Já soubemos de uma proposta que foi lançada pela prefeitura, e apesar dela ser interessante, é desinteressante a maneira como ela foi construída. Não se ouviu os artistas que estão representando a sociedade civil. Houve apenas uma conversa com artistas que fazem parte do  governo, e isso se caracteriza como verticalidade na discussão. É importante que o movimento seja escutado, pois é o movimento que tem as proposições para que o Auxílio Emergencial seja de fato concretizado. Quais são as diretrizes para receber esse auxílio? Isso não foi discutido com a categoria. Se não houve essa discussão, essa relação está sendo antidemocrática”, declarou o produtor cultural Marcos Velasch.

(foto divulgação)

De acordo com o escritor João Gilberto, nenhum integrante do movimento, que segundo ele é legítimo e anti-partidário, participou da reunião que chegou na elaboração do projeto do Auxílio Emergencial para os trabalhadores da cultura de Juazeiro.

“Até agora a gente não sabe quais são os critérios para receber o auxílio, mas a gente sabe que o número divulgado, de trezentas pessoas, não contempla todo mundo. Então, a gente quer entender porque que a prefeita só quer dialogar e negociar com quem trabalha para ela”, questionou.

A artista Ioná Pereira, também integrante do movimento, acrescentou que os artistas reivindicam também “construir uma política municipal de cultura que dê qualidade e dignidade aos artistas que neste momento estão entregues a própria sorte”.

Ainda de acordo com ela, a Prefeita Suzana Ramos (PSDB) se negou a dialogar com representantes do movimento durante a manifestação.

“Precisamos discutir o valor e o acesso ao auxílio. Nossa pauta é imensa. Temos diversos artistas, de vários seguimentos. A prefeita se negou a nos receber, nem que fosse só uma comissão, mas ela não tem tempo, não tem agenda. Nós aguardamos por respostas”, concluiu.

Nessa quarta-feira (19), a Prefeita Suzana Ramos anunciou que o município vai pagar um auxílio de 3 parcelas, no valor de R$ 400,00, para os trabalhadores do setor cultural na cidade. De acordo com a gestão, o apoio totaliza o montante de R$ 360 mil e será direcionado a artistas e trabalhadores da cultura que tiveram suas atividades interrompidas por força das medidas de isolamento social para enfrentamento da crise sanitária.

Ainda de acordo com a proposta, que ainda será votada pela Câmara de vereadores, o auxílio será dividido em três vezes (ou seja, R$ 120 mil mensal) e deverá contemplar cerca de 300 pessoas.

 

Da Redação

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