De acordo com especialista, as tradições juninas de queima de fogos e o acender de fogueiras, elevam os riscos de queimaduras e doenças respiratórias, que podem aumentar a procura por leitos hospitalares, já superlotados com a grande demanda de pacientes diagnosticados com o novo coronavírus.
Em Juazeiro, moradores de diversos bairros, já acusam a prática diária das conhecidas “guerras de fogos”, que tiram o sossego e oferecem riscos à integridade das pessoas.
Como medida de prevenção, as gestões municipais têm publicado decretos proibindo o acendimento de fogueiras e a queima de fogos de artifícios durante o período junino, com o objetivo de evitar aglomerações, impedindo o agravamento da pandemia da Covid-19.
Alguns decretos, inclusive, suspendem a comercialização de qualquer tipo de fogos de artifício, durante o período junino, como é o caso da Prefeitura de Santa Maria da Boa Vista, no Sertão de Pernambuco.
Em 2020, a gestão municipal publicou decreto datado do dia 5 de junho, como forma preventiva, proibindo as práticas durante o período da pandemia. A medida foi flexibilizada cinco dias depois e passou a ser uma recomendação.
Já está ano, até o momento, a atual gestão não publicou nenhuma proibição ou orientação neste sentido, estando, portanto, liberado o acendimento de fogueiras e fogos de artifício.
Procuradao pelo PNB, a Secretaria de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano declarou que “Não há nenhuma orientação nesse sentido”.
Sem uma proibição e uma fiscalização mais ativa, as “Guerras de fogos” têm aglomerado pessoas, principalmente jovens, que realizam verdadeiras batalhas entre grupos, desrespeitado o Toque de Recolher e causando transtornos aos moradores.
Desde o último final de semana o PNB vem recebendo diversas reclamações de batalhas em bairros da cidade. Na quarta-feira (16), recebemos imagens de uma guerra que aconteceu na Avenida Fabiano Guimarães e ruas adjacentes. Veja :
Na última segunda-feira (14), o PNB relatou o desespero dos moradores do bairro Coreia.
“Começaram de novo as guerras. Isso é um absurdo! O barulho é infernal! Todos os anos sofremos com essa situação. Aqui no bairro moram muitos idosos, crianças e todos ficamos em risco. É um horror”, reclamou um morador.
Ainda de acordo com ele, os fogos de artifício estavam sendo entregues aos participantes através do serviço de delivery.
“Vimos motoboys vindo entregar mais fogos de artifício aos participantes da guerra, que em sua maioria são jovens. Imploramos por fiscalização. Não deixem isso continuar”, finalizou.
As “Guerras de fogos” desrespeitam os decretos estaduais e municipais que proíbem a circulação de pessoas em vias públicas e eventos que gerem aglomerações e a lei da perturbação do sossego, que estabelece prisão de 15 dias a 3 meses ou pagamento de multa.
O PNB também encaminhou as reclamações para a SEMAURB. Em nota o órgão declarou que “realiza junto com o Corpo de Bombeiros vistorias no período junino nos pontos de vendas de fogos de artifício, no intuito de verificar o cumprimento das normas pertinentes quanto ao armazenamento do material e segurança no manuseio.
No que se refere às “guerras de fogos” em bairros específicos da cidade, citadas pela reportagem, a Polícia Militar é o órgão competente para inibir tais ocorrências, uma vez que essa instituição tem efetivo maior e poder coercitivo para fazer dispersar esse tipo de ocorrência”.
Da Redação



