
Após reclamação de alunos do Colégio Estadual Luiz Eduardo Magalhães de Juazeiro, no Norte da Bahia, sobre a falta de professores em diversas séries da instituição de ensino, o Núcleo Territorial De Educação do Sertão do São Francisco (NTE-10) se manifestou, em nota.
O órgão assumiu a falta de profissionais na instituição e informou que “foi publicado no dia 16 de junho no Diário Oficial do Estado da Bahia a aprovação e convocação dos professores e coordenadores do ultimo concurso Edital SEC/SAEB 02/2017”.
Ainda de acordo com o NTE-10, “o cronograma do edital mencionado, os Professores e Coordenadores aprovados terão até o dia 1° de Julho para a entrega da documentação e assim que tivermos a conclusão do processo de contratação a questão será resolvida”.
A direção do Núcleo informou ainda que trabalhará em regime de plantão especial nos dias 23 e 25 de junho para receber a documentação dos profissionais, no horário das 8:00 às 15:00.
“O Núcleo Territorial De Educação do Sertão do São Francisco (NTE-10) informa que terá equipe em atividade de plantão nos dias 23 e 25 de junho para o recebimento da documentação dos Professores e Coordenadores convocados no Concurso Edital SEC/SAEB 02/2017”.
Falta de professores
De acordo com estudantes, algumas turmas dos diversos anos do Colégio Modelo estão com cerca de quatro disciplinas sem serem ministradas por falta de professores.
“São muitas turmas com o problema. Estão faltando professores de história, geografia, física, sociologia, estatística e educação física. Em cada turma chega a faltar de três a quatro professores, sem nenhuma explicação ou previsão de quando teremos essas disciplinas”, declararam.
Ainda de acordo com os alunos, a situação dos alunos do 3° ano é ainda mais preocupante.
“Temos que nos preparar para o ENEM, mas algumas turmas estão apenas com cinco professores, ou seja menos da metade. Já estamos prejudicados com o ensino a distância e esse problema só agrava ainda mais nossa situação. Possivelmente, não somos só nós, alunos do Modelo, que estamos sem professores suficientes. Tudo um faz de conta. Estão fazendo de conta que os alunos estão tendo aulas. Se fosse em escola particular seria diferente, pois quando um professor se afasta, por qualquer motivo, é logo substituído. Aqui não, um professor se afasta por férias ou doença e fica o buraco. O aluno que fique no prejuízo. Imagina formar uma série de jovens com conhecimentos vagos, lutando para entrar no mercado de trabalho escasso, e isso seria culpa do governo. Por tamanha irresponsabilidade e falta de respeito com os estudantes,” finalizaram.
Da Redação



