“IPJ esconde a desvalorização das reservas financeiras acumuladas”: leitor contesta informação de “resultado positivo” das aplicações realizadas em 2021 pelo Instituto

0

 

 

A gestão do Instituto de Previdência de Juazeiro, no Norte da Bahia, volta a ser alvo nesta quarta-feira (30) de críticas e questionamentos sobre os seus dados financeiros.

Nesta terça-feira (29), a assessoria da autarquia responsável pela administração da previdência dos servidores municipais divulgação um balanço com resultados positivos da administração no primeiro semestre de 2021.

“O destaque vai para o valor de R$ 4,8 milhões em rendimentos acumulados entre os meses de janeiro e maio. O instituto conseguiu driblar a crise econômica e financeira do país realocando recursos para fundos mais seguros e rentáveis. Apenas no mês de maio, a lucratividade foi de quase R$ 2 milhões. Atualmente, o IPJ tem um patrimônio de mais de R$ 228 milhões”, divulgou a gestão do IPJ.

A assessoria divulgou ainda que “o instituto conseguiu driblar a crise econômica e financeira do país realocando recursos para fundos mais seguros e rentáveis. Apenas no mês de maio, a lucratividade foi de quase R$ 2 milhões. Atualmente, o IPJ tem um patrimônio de mais de R$ 228 milhões”.

Porém, os dados chamaram a atenção de uma fonte do PNB, que preferiu não ser identificada. De a acordo com ela, o rendimento da aplicações do IPJ foram inferiores à variação da inflação.

“Num cálculo rápido, as aplicações do IPJ teriam alcançado um superávit equivalente a, aproximadamente, 2,11% do total aplicado. Ocorre que, nos primeiros 05 meses de 2021, o INPC teve uma variação de 3,3316%. Isso significa dizer que o rendimento da aplicações do IPJ foram inferiores à variação da inflação. Na prática seria correto afirmar que as aplicações realizadas pelo IPJ não foram capazes de proteger as reservas financeiras do Instituto da variação da inflação”, ressaltou.

A fonte destacou ainda que a continuidade da situação pode comprometer a sustentabilidade do instituto.

“Caso este mesmo resultado se repita nos próximos meses, os servidores municipais precisarão ficar atentos pois a sustentabilidade do IPJ poderá ficar comprometida no longo prazo”.

Outras denúncias

A atual gestão do IPJ vem sendo alvo de denúncias sobre a falta de transparência e omissão de informações que deveriam ser enviadas ao Ministério da Economia, além de ocupação irregular do cargo de diretor da autarquia responsável pela administração da previdência dos servidores municipais.

O vereador Alex Tanuri chegou a oficializar junto ao Ministério da Previdência, Ministério Público da Bahia e ao Ministério Público Federal, uma denúncia onde aponta que o médico Marcus Onildo Muniz Ferreira foi nomeado para a diretoria do IPJ sem apresentar certificação e habilitação comprovadas conforme a legislação do Regime Próprio, além de não “possuir comprovada experiência no exercício de atividade nas áreas financeira, administrativa, contábil, jurídica, de fiscalização, atuarial ou de auditoria”.

Em resposta, a assessoria do instituto afirmou que seu diretor executivo, Marcus Onildo, atende aos requisitos exigidos pelas normativas da Secretaria da Previdência estabelecidos pela Portaria 9.907 de 2020.

“Vale destacar que o gestor possui: nível superior, certificação em Gestão de Regime Próprio de Previdência Social emitida pela APIMEC, além de experiência comprovada em gestão administrativa, financeira e contábil, tendo laborado em tais funções em instituições relevantes, como o Exército Brasileiro e o Banco do Nordeste. O diretor também apresenta certificados em cursos como, gestão de investimentos financeiros e Previdência Complementar Aberta: PGBL e VGBL”, declarou o IPJ.

Da Redação

 

 

 

 

 

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome