Alerta: com a entrega dos quiosques da orla 2, começa a se formar uma nova ocupação irregular na prainha da Marinha, em Juazeiro; veja o que diz o presidente da associação

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Na última sexta-feira (16), dentro da programação de aniversário da cidade, a Prefeitura de Juazeiro entregou aos permissionários, os dez quiosques que integram o Parque Fluvial, de Juazeiro. Na ocasião também foi inaugurada a estação elevatória que recebe o esgoto dos quiosques, evitando que seja lançado diretamente no São Francisco.

A construção dos quiosques padronizados foi iniciada e concluída no governo do ex-prefeito Paulo Bomfim, compondo o Parque Fluvial de Juazeiro, que urbanizou o espaço.

São 5 blocos que comportam 10 quiosques,  destinados aos barraqueiros que ocupavam a margem do rio, na área conhecida como “prainha da Marinha”. Bastante frequentado, o local não oferecia a mínima estrutura e era alvo de constantes reclamações da comunidade. Barracas improvisadas, sem banheiros, sem higienização, sem segurança para os banhistas, resultavam numa bagunça total.

O novo espaço já está em funcionamento, no entanto, as antigas barracas permanecem na margem do rio, e uma outra ocupação irregular se anuncia com a presença de novos comerciantes informais na área.

“Já estão aparecendo outros ambulantes, o número cresce a cada dia. Daqui a pouco haverá uma proliferação de barracas no local e a bagunça estará formada. A Prefeitura de Juazeiro deve fazer a retirada das antigas barracas urgente”, alertou o técnico em enfermagem , Miguel Correia.

Antônio Barreto reforçou o alerta: “Estão esperando novos invasores?”, questionou o leitor do PNB chamando atenção da fiscalização municipal: “Os quiosques da marinha, construídos no projeto do Parque Fluvial já estão funcionando, mas aquelas barracas velhas, o ‘cacete armado’, na beira do rio, ainda não foram retiradas. Estão esperando novos invasores? Se o ordenamento e a fiscalização não atuarem logo, não vai ter valido a pena a proposta dos pontos fora da área de preservação do Velho Chico”, concluiu.

Sobre o funcionamento dos novos quiosques e também sobre a ocupação irregular, nós conversamos com o presidente da Associação dos Barraqueiros da Prainha da Marinha, Magno Araújo. Ele informou que nos quiosques serão comercializados alimentos para banhistas e visitantes, mas eles não poderão vender bebidas alcoólicas.

“Está no contrato. Foi acordado em Audiência Pública, na gestão passada, após um pedido de representantes de uma igreja evangélica que fica próxima aos novos quiosques, que não poderíamos vender bebidas na parte de cima. Isso para que possamos conviver em harmonia. Os novos quiosques estão voltados para preparar e servir alimentos, como lanchonetes. Nosso desejo era vender bebidas também, como outros estabelecimentos na orla, mas temos que cumprir o contrato”, informou.

Magno Araújo também disse que “cada permissionário dos quiosques vão receber uma área de 10 por 20 dez por vinte na beira do rio para colocação de mesas, com sombreiros para a vendar de bebidas e comidas, que serão preparadas na parte de cima. Isso é para não mais acontecer a feitura na beira do rio de peixes e outros alimentos”.

Ainda de acordo com o presidente da entidade, no acordo com a gestão anterior constava a construção de 15 quiosques, para contemplar os 15 barraqueiros que já estavam instalados na prainha. No entanto, só foram construídos dez espaços, disse Magno Araújo.

Eram 15 os barraqueiros que participaram do projeto, e foram construídos 10 pontos. Como 5 ficaram de fora, foi também acordado com a gestão anterior que eles ficariam como ambulantes no espaço. Também está no acordo que todas as barracas de madeiras ou de lonas seriam retiradas da parte de baixo, na beira do rio.

“Já observamos que estão chegando outros trabalhadores informais para ocupar a área da beira do rio. Vemos isso com preocupação, pois os quiosques foram feitos para ordenar o espaço da orla 2. Se não houver um controle permanecerá dos mesmo jeito de antes, além de também não ser justo a gente pagar para ter um ponto lá em cima, enquanto outros passem a ocupar a beira do rio, sem pagar nada e saindo totalmente do objetivo do projeto. A prefeitura terá que agir rápido neste sentido, para a situação não ficar incontrolável. Aproveito para chamar atenção dos permissionários dos quiosques para que retirem as barracas da parte de baixo, pois devemos cumprir o contrato e não corremos o risco de perder nossos pontos, pois caso contrário o contrato pode não ser renovado”, finalizou Magno.

Estamos encaminhando a situação para a Prefeitura de Juazeiro.

 

Da Redação

 

 

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