
Os pais da menina Beatriz Angélica, assassinada há quase seis anos em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, foram impedidos de entrar na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Professora Maria Wilza Barros de Miranda, que fica no João de Deus, onde o Governador Paulo Câmara cumpre agenda.
Lucinha Mota e Sandro Romildo, junto com outros manifestantes, foram ao local na manhã desta quinta-feira (12), cobrar a autorização para que Peritos Americanos possam colaborar “no inquérito que investiga a morte Beatriz, como também a autorização para a divulgação de uma composição de imagem vídeo digitalizada do suspeito de ser o “assassino”, elaborado pelos profissionais, junto ao Disque-denúncia”, explicou Lucinha Mota, mais cedo ao PNB.
Em live que está sendo transmitida no Instagram oficial do Caso Beatriz (Veja aqui), Lucinha diz que usaram de força física e violência para impedir a entrada dela na escola.
“Covardes. Me impediram de entrar em uma escola pública. Usaram de força física, de violência contra mim. Estou aqui por Beatriz e por todas as vítimas de homicídio de Pernambuco. Estou lutando pelos meus direitos, por justiça”, falou Lucinha em frente ao portão instituição de ensino.

Após ser informada agora a pouco que o Governador já teria ido embora, Lucinha desabafou: “Covarde, foi embora e não passou por aqui. Mas é assim, governador, todas as vezes que o senhor vier a Petrolina, eu estarei aqui”.
De acordo com as informações, a solicitação do consulado americano para a participação dos peritos nas investigações do crime foi enviada ao Governador no dia 09 de setembro de 2020, e até o momento Paulo Câmara não se manifestou.
Em junho deste ano, Lucinha Mota esteve em Recife com o objetivo de entregar um documento ao Governador Paulo Câmara com algumas solicitações para o andamento das investigações do crime. Na ocasião, ela foi recebida pelo Chefe da Casa Civil, Eduardo Figueiredo, que garantiu resolver a situação, o que não aconteceu.
Crime
Beatriz Mota foi assassinada aos 7 anos, com 42 facadas durante a festa de formatura da irmã, no dia 10 de dezembro de 2015, no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina (PE). Quase seis anos depois, a polícia pernambucana não conseguiu chegar ao autor ou autores do bárbaro crime, e se desconhece a motivação.
Da Redação



