O julgamento de Nielton Gonçalves, acusado de ter assassinado a pedradas a jovem Alice Rodrigues, de 19 anos, acontece neste momento no Fórum Conselheiro Luiz Viana, em Juazeiro, no Norte da Bahia. O crime aconteceu em janeiro de 2019.
Neste momento, o promotor Raimundo Moinhos está com a palavra. O réu já foi ouvido e negou a autoria do crime. O corpo de jurados é formado apenas por homens.

Familiares de Alice e a Dirigente Estadual da UBM, Maria Quitéria, acompanham o julgamento. Ontem (04), a irmã da jovem, Holglas Rodrigues, falou da expectativa para o julgamento, e apelou para o senso de responsabilidade do corpo de jurados.
“Esperamos que, o corpo de jurados, que representa a sociedade juazeirense, se comprometa com a justiça e não apoie o feminicídio. Que sejam sensíveis e punam, exemplarmente, quem matou minha irmã, aos 19 anos, a pedradas, com todo requinte de crueldade e frieza”, declarou Holglas.
Em maio de 2019, durante audiência de instrução realizada no Fórum Conselheiro Luiz Viana Filho, em Juazeiro, o juiz considerou que existem indícios de um crime doloso e que o acusado pode ser o culpado e que, por se tratar de um crime doloso contra a vida, o processo deveria ser julgado pelo tribunal do júri.
Na ocasião, a defesa do suspeito recorreu da decisão em última instância, no Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, após ter recebido sentenças negativas da comarca local e do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA). No dia 31 de março, o Supremo Tribunal de Justiça acompanhou as decisões anteriores.
O caso

O corpo da jovem foi encontrado em um terreno, próximo a Universidade do Estado da Bahia (UNEB). O suspeito foi localizado pela Polícia Civil, horas depois, e negou o crime. Na época, a polícia informou que havia encontrado as roupas do acusado sujas de sangue e que o aparelho celular da vítima estava com Nielton. As provas foram apreendidas e submetidas à perícia.
Segundo a polícia, a vítima teve uma relação amorosa esporádica com o acusado, e não se conformava com o fato de Alice ter terminado o relacionamento. De acordo com familiares, o acusado chegou a perseguir a jovem e intimidá-la, ameaçando divulgar imagens íntimas dela nas redes sociais.
O acusado foi autuado em flagrante. Na audiência de custódia, o juiz Roberto Paranhos decretou a prisão preventiva de Nielton.
Da Redação



