Agentes penitenciários do Conjunto Penal de Juazeiro, no Norte da Bahia, voltaram a procurar o Portal Preto no Branco para reclamar da falta de respostas da direção da instituição e da empresa administradora do presídio, a Renascer, sobre as diversas denúncias já feitas, sem que nenhuma providência fosse tomada. Eles relatam irregularidades trabalhistas, que segundo a categoria, vem acontecendo há anos na unidade prisional.
Em carta enviada ao Portal Preto no Branco, um grupo de profissionais que atuam no CPJ, relataram que os salários continuam sem reajustes e que os trabalhadores seguem sem Adicional de Insalubridade, Auxílio Assiduidade, entre outros direitos.
“A empresa Reviver não dá, há mais de cinco anos, ajuste salarial aos agentes, funcionários da manutenção, cozinha e do corpo técnico. Por outro lado, aumentou o valor da taxa do ônibus e alimentação que é descontado em folha dos funcionários. A empresa também tirou o Auxilio Assiduidade que era pago aos funcionários que não faltavam ao trabalho. A REVIVER ainda fez mais. Em plena pandemia da covid 19, sem caráter algum, tirou o plano de saúde que era integral e passou a ser coparticipação de 40%. Funcionários da manutenção, que trabalham dentro dos pavilhões, estão tendo contato constate com internos e não recebem insalubridade”, relataram.
A carta assinada pelos agentes penitenciários Cristiano Alves, Remerson Caitano, Márcio Silva e Jarbas da silva, pelos cinófilos Eduardo Moura, José Aldo e pelo profissional da manutenção Jailton Rodrigues, diz ainda que os trabalhadores estão adoecendo por conta da situação.
“É de conhecimento de todos que as denúncias a respeito do Conjunto Penal de Juazeiro-BA não param de chegar aos órgãos competentes como Ministério Publico, Ministério do Trabalho, Direitos Humanos e aos meios de comunicação. Os funcionários gritam por todos os meios para mostrar as suas realidades diante de uma atividade laboral sem precedentes para saúde mental e física. Só nos resta adoecer e fazer parte dos que padecem pelo INSS. Funcionários estão assistindo o definhamento de colegas que surtam, temendo a própria segurança. Está cada vez mais comum vermos agentes em estado de saúde debilitado, transitando e fazendo escolta interna de presos, situação onde o interno pode se valer da saúde frágil e empreender fuga ou até mesmo tentar contra a integridade do profissional, como reagir diante dessa situação e condição debilitada. Além disso, alguns funcionários vem sofrendo assédio moral, que se iguala a um regime de puro autoritarismo por parte superiores. Recentemente uma colaboradora da cozinha passou mal e se dirigiu-se ao dormitório, tentando restabelecer seu estado de saúde. Porém, a mesma foi obrigada a sair do descanso e ir para o refeitório, mesmo na condição em que se encontrava. Ela foi deixada trancada sozinha dentro do refeitório, onde chegou a desmaiar. Colegas do corpo técnico, sem muito poder fazerem, deram os primeiros socorros, e a mesma teve que aguardar o SAMU por mais de uma hora para ter o atendimento necessário. Em outro episódio, um funcionário estava pedindo ajuda por não está no seu estado normal. Ele se dirigiu a sala de segurança querendo respostas por supostas difamações sobre sua conduta moral, e sem ter respostas o mesmo se dirigiu ao refeitório para tomar seu café. Chegando lá o mesmo teve um surto mental e a medida tomada pela empresa foi a demissão dele, mesmo sabendo que essa doença foi adquirida dentro da empresa na ocupação no cargo de agente”, acrescentaram.
Ainda de acordo com a carta, os cinéfilos que atuam no canil do CPJ, estão trabalhando com cães doentes, sem serem tratados.
“Animais com procedências desconhecidas são entregues aos cinófilos para que possam ser reabilitados. Os trabalhadores já chegaram a receber cães de rinhas, cães sequelados por maus tratos sem origem, armas que já causaram sinistro em 95% dos cinófilos. No momento existem no canil cães com a doença do carrapato. O local já perdeu animais pelo tratamento limitado das doenças”.
O grupo finaliza pedindo, mais uma vez, providências dos órgãos competentes.
“Desde já pedimos ajuda ao Ministério publico, a Gerência do Trabalho, Conselho do Diretos Humanos, ao Secretário de Segurança Pública da Bahia, e aos nossos representantes políticos. O que falta para tomarem providências a respeito da nossa situação e condições de trabalho? Será que precisa acontecer um suicídio, uma tragédia com um colaborador?”, questionaram.
Mais uma vez, o PNB está encaminhando as denúncias aos órgãos responsáveis. A cada denúncia, nossa redação tem procurado o diretor do Conjunto Penal, Manoel Tadeu, mas o gestor da instituição não responde as nossas solicitações.
Da Redação




E tudo verdade e mais um pouco, passei 12 anos lá e sei muito bem o que eles estão falando, Cadê as autoridades, que se mantém inertes diante da situação. Lá parece outros mundo com leis e regras próprias. Onde Ministério público do trabalho, Ministério público e demais autoridades não tem força de colocar valer as leis
Isso já vem acontecendo a muito tempo. Só agora qie alguns colaboradores tomaram coragem de se expor e divulgar a realidade sofrida pelos funcionários daquele Unidade Prisional.
Fica aqui meu questionamento?
Até quando o Ministério Público, Justiça do Trabalho, Vigilância Sanitária, ficaram de braços cruzados.
Vão esperar que a vida de um guerreiro, seja ceifada pra ser tomada uma providência, ou vam ficar so na maquiagem como fizeram até agora.
O bom mesmo era que o estado assumisse, AÍ sim ia acabar com essa palhaçada dessa empresa terceirizada
Até quando? Autoridades da Bahia de Juazeiro, vcs dormem quando se e pra trabalhadores que dão suas vidas em seus empregos, os agentes do conjunto penal de Juazeiro pedem socorro, a unidade prisional de Juazeiro está agonizando, ficalizador cadê o senhor? Levanta dessa cadeira, sai desse ar condicionado e assuma seu papel dentro daquela unidade, afinal o senhor e pago pra isso, ia funcionários a mercê morrendo psicologicamente e a empresa gastando pra fazer curso de capacitação e recapacitacao, mas ajudar os funcionários que estão adoecendo nada, justiça tira esse povo que está ali a frente da segurança, e direção do cpj, gerop, coordenador, diretor reviver essa panelinha tem que ser desfeita, infelizmente a justiça de Juazeiro deixa a desejar, é muita politicagem envolvida, um presídio que e abastecido de água há 15 anos por carro pipa, sendo que a adutora e bem perto e as roças vizinhas todas tem água, a lavagem quem pega e um parente de político, o carro pipa de quem será em?
Todos ali dentro sabem de quem é, e primo, irmão cunhado trabalhando, quando outra pessoa comum pede vaga pra alguém da família eles alegam que não pode
S.O.S funcionários do conjunto penal de Juazeiro. O canil a mercê, cães morrendo a míngua, cadeia de ratos,baratas, moscas, barbeiros escorpiões, se as autoridades não se preocupam com os funcionários pense ao menos nós presos, que quem conduz, quem cuida e quem cozinha pra eles são pessoas que trabalham naquele lugar.