Mototaxistas regularizados que atuam no município de Juazeiro, no Norte da Bahia, procuraram o Portal Preto no Branco, mais uma vez, para reclamar da falta de fiscalização e punição com os clandestinos. De acordo com eles, motociclistas continuam realizando o transporte de passageiros mesmo sem autorização.
“Mais uma vez venho pedir encarecidamente por nossa classe. A falta de fiscalização do serviço clandestino em Juazeiro é um problema antigo. A Companhia de Segurança Trânsito e Transporte diz que está fiscalizando, mas a verdade é que o serviço irregular só cresce no município. O atual Secretário da CSTT já foi várias vezes informado sobre a situação e sobre os pontos estratégicos onde os clandestinos ficam, mas ele sempre tem uma desculpa. Em uma ocasião, ele chegou a informar que estava fechando um convênio com a Polícia Rodoviária Federal e a Polícia Militar, o que até agora não aconteceu. O Secretário também falou que estava em reunião com os ficais para intensificar o trabalho, mas também não houve nenhuma mudança nesse sentido. Outra vez, o responsável pela pasta alegou que estava aguardando a convocação dos concursados para reforçar as equipes, mas sabemos que isso vai demorar, até porque vemos a luta dos Guardas Municipais aprovados no último concurso público e que nunca foram chamados”, reclamaram.
Ainda de acordo com a reclamação, também faltam punições efetivas para os clandestinos que são abordados durante blitzs realizadas pela CSTT.
“Raramente o órgão faz uma fiscalização efetiva, pois apenas determinar que as viaturas circulem pelos bairros não faz efeito. Além disso, as motos apreendidas nas poucas abordagens que as equipes fazem, que não são ações de combate a clandestinidade, são liberadas no mesmo dia. Depois, os mesmos motociclistas voltam a praticar o transporte irregular de passageiros, pois sabem que não serão punidos”, acrescentaram.
Os mototaxistas regularizados alertaram ainda para os riscos que a população corre, quando utiliza o transporte clandestino.
“Eles oferecem preços baixos para atrair os usuários, que muitas vezes aceitam o serviço, mesmo sabendo que é irregular. Porém, a prática coloca a vida da população em risco, pois muitos desses motociclistas não possuem sequer habilitação e nem curso para o transporte de passageiros. Além disso, eles usam motociclistas que não passam por revisões e estão em péssimo estado, o que pode causar acidentes. Vale lembrar que neste ano, uma passageira de um mototaxista clandestino, que estava grávida de seis meses, morreu durante um acidente na BR 407, na saída do Distrito Industrial, no bairro João Paulo II, por conta da irresponsabilidade do condutor. Apesar disso, a prática do serviço irregular continua no bairro. E mesmo após casos como esse, o órgão responsável não faz nada pra coibir a clandestinidade”, finalizaram.
O PNB está encaminhando as reclamações para a CSTT.
Da Redação PNB



