Em contato com a redação do PNB, na tarde desta segunda-feira (22), Erineide da Mota, relatou o drama que sua família vem passando para conseguir uma regulação para a paciente Lucilia Conceição da Mota, 60 anos, moradora do João Paulo II, em Juazeiro, internada no Hospital Regional, há 49 dias.
A idosa é cega e sofre de diabetes. Ela foi internada na unidade hospitalar no dia 5 de outubro com complicações da doença. Após fazer um desbridamento, procedimento realizado para remover tecidos necrosados, ela teve um dedo do pé amputado e corre o risco de perder outro membro, caso não seja transferida, contou a filha de Dona Lucila.
“Minha mãe deu entrada no Regional há 49 dias, com pé diabético, onde foi feito um desbridamento ,mas infelizmente concorreu para a amputação do dedo do pé esquerdo. Desde então minha mãe entrou para uma fila de regulação para a cirurgia de revascularização e até o momento não nos dão uma previsão de transferência para uma unidade que realize o procedimento.
Ela conta que tem cobrado do hospital uma previsão para a transferência, mas não consegue nenhuma resposta.
“Estamos todos os dias no setor de assistencial social e só dizem que não tem vaga. Já estive na Ouvidoria do hospital e me disseram que iriam me dá um retorno de 3 a 4 dias, mas até hoje não me retornaram. O estado minha mãe é grave, porque ela precisa, com urgência, dessa cirurgia. Hoje o médico informou que, mesmo depois da cirurgia eles vão ter que amputar os 3 dedos dela, e que a cirurgia dela tem que ser feita essa semana, pois se ela não conseguir fazer, vão amputar a perna esquerda, acima do joelho. Ele também disse que ela está com pneumonia, o que não sabíamos. Quando foi questionado sobre essa pneumonia, sem relatos anterior, ele ficou calado.
A filha da idosa pediu uma solução imediata para o drama que sua família tem vivido há quase 2 meses.
“Estamos aflitos com esta situação. Queremos providências urgentes para regulação de minha mãe. Como vão solucionar? A cada dia que se passa piora o quadro dela. Ela já está deprimida no hospital, tememos pela sua saúde mental. Ela está se alimentando mal no hospital. Somos uma família humilde não temos condições de pagar uma cirurgia, que custa 200 mil reais, para tirar minha mãe deste sofrimento e risco. Temos medo de sermos chamados no hospital, a qualquer momento, para fazer uma difícil escolha para a amputação da perna dela. Imaginem uma pessoa, que já é cega, perder uma perna? A gente não sabe mais a quem recorrer, o que fazer. É desesperador”, desabafou Erineide.
Nós estamos encaminhando a demanda para a Central de Regulação e também para o Hospital Regional de Juazeiro.
Redação PNB



