Caso Beatriz: 7 cidades já percorridas, mais de 200 quilômetros, resistência e solidariedade na Caminhada da Justiça

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Há oito dias caminhando pelas cidades do interior de Pernambuco, com destino a Recife em busca por justiça, os pais da menina Beatriz Angélica, assassinada há seis anos em Petrolina, já percorreram mais de 200 km.

Por volta de uma hora da manhã desta segunda-feira (13), Lucinha Mota e Sandro Romilton, junto com um grupo de amigos e familiares que os acompanham, saíram de Belém do São Francisco, rumo a Floresta, em um percurso de 47km.

Nesta tarde, moradores de Floresta recepcionaram Lucinha Mota, com homenagens, acolhimento e muito carinho. A solidariedade também se faz neste caminho por justiça.

Ao longo das sete cidades já percorridas, o casal recebeu manifestações de carinho e apoio. Em Belém do São Francisco, os moradores fizeram um corredor na rodovia, para receber os pais de Beatriz.

 

Ontem (12) Lucinha celebrou os 200km já percorridos e fez agradecimentos.

“Completamos 200km de luta nas rodovias de Pernambuco. Obrigada, moradores de Pernambuco por essa força maravilhosa que vocês estão nos dando! Muita força, muito amor! Não estão deixando nos faltar nada. Obrigada. Estou seguindo para Recife”, declarou Lucinha nas redes sociais, que ainda reforçou: “Eu luto por justiça, luto por amor a minha filha , eu luto por vidas”.

Em Recife, os dois pontos de parada serão Ministério Público e o Palácio das Princesas, onde pretendem reivindicar que o Governo de Pernambuco aceite a cooperação do grupo de peritos americanos nas investigações do caso e também a federalização do crime.

A caminhada teve início na madrugada do último dia 05. Ao todo Ao todo serão 700km, que devem ser percorridos em 23 dias. A previsão de chegada é o dia 28 de dezembro.

Um esquema foi montado para garantir a de segurança durante a viagem. Uma equipe está acompanhando um grupo, que é acolhido por moradores nos pontos de parada.

Caso Beatriz

Beatriz Mota foi assassinada aos 7 anos, com 42 facadas durante a festa de formatura da irmã, no dia 10 de dezembro de 2015, no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina (PE). Seis anos depois, a polícia pernambucana não conseguiu chegar ao autor ou autores do bárbaro crime, e se desconhece a motivação.

 

 Da Redação PNB

 

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