“Vamos clamar por justiça também”: familiares e viúva do soldado PMBA Joanilson, morto numa ação da Polícia Civil de Petrolina, integram a Caminhada por Justiça

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Ingrid Silva da Rocha, viúva do Soldado da Polícia Militar da Bahia, Joanilson da Silva Amorim, de 33 anos, assassinado na tarde do dia 13 de setembro, em Petrolina, por policiais civis de Pernambuco, já se encontrou com  Lucinha Mota, em Moreno (PE), 29 km de Recife, para integrar a Caminhada Por Justiça.

Ingrid e mais 4 familiares do soldado estarão no Palácio das Princesas, na capital pernambucana, pedindo justiça para a morte do marido.

“Estou nesta caminhada para que seja designado um delegado especial de Recife para presidir o inquérito , pois nos familiares não estamos vendo celeridade e nem imparcialidade nas investigações por parte da delegacia de Petrolina. Também que se der andamento ao processo administrativo disciplinar que pesa contra o agente responsável pela ação criminosa. Vamos clamar por justiça também”, disse Ingrid ao PNB

Crime

No dia do crime o policial baiano estava de folga, em casa, quando foi chamado para acudir a mãe e os vizinhos assustados com a presença de um suposto ladrão na rua. O Soldado saiu de casa e poucos metros adiante foi morto por policiais civis que faziam uma operação no local, em busca de criminosos. Joanilson foi alvejado por vários tiros e segundo a Policia Civil, ele teria sido confundido com um “bandido”.

Caminhada por justiça

Lucinha Mota e Sandro Romilton, pais da menina Beatriz Angélica, iniciaram a Caminhada por Justiça na madrugada do último dia 05, e chegarão ao destino nesta terça-feira (28). Foram mais de 700km. Ao longo do caminho, a luta foi ganhando mais adeptos dos moradores das cidades pernambucanas, do sertão ao agreste. Os pais de Beatriz Mota receberam diversas manifestações de carinho e apoio durante o trajeto.

Na manhã de hoje, haverá um ato na praça do Derby, em Recife, contando com a participação de diversas caravanas que saíram nesta segunda-feira (27) ao encontro de Lucinha, Sandro e do grupo que os acompanham.

Em Petrolina, um grupo de mais de 50 pessoas, entre familiares e amigos, irão encorpar a manifestação, que pede ao Governador Paulo Câmara a federalização do caso e colaboração técnica de peritos americanos nas investigações do caso.

“ Vamos encontrar com ela (Lucinha), em Recife. Serão vários ônibus e carros, com caravanas de moradores de cidades por onde ela passou. Os Deputados Zó e Túlio Gadelha também estarão lá”, explicou Michelle Chaves, integrante do grupo “Somos Todos Beatriz” ao PNB.

Quem também irá se juntar ao grupo será Mirtes Souza, mãe do menino Miguel Otávio, 5 anos, que morreu em junho de 2020, após cair do nono andar de um prédio de luxo, em Recife. O menino estava aos cuidados da patroa de Mirtes, Sarí Corte Real, que deixou a criança sozinha em um elevador, e é acusada por abandono de incapaz.

Caso Beatriz

Beatriz Mota foi assassinada aos 7 anos, com 42 facadas durante a festa de formatura da irmã, no dia 10 de dezembro de 2015, no Colégio Maria Auxiliadora, em Petrolina (PE). Seis anos depois, a polícia pernambucana não conseguiu chegar ao autor ou autores do bárbaro crime, e se desconhece a motivação.

 

Redação PNB

 

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