“Tá pensando que aluno de federal passa bem?”: aluno da Univasf enumera problemas da instituição e chama atenção para comprometimento na estrutura do Campus de Ciências Agrárias

0

Em contato com o PNB, André Araujo Moraes, aluno do curso de medicina Veterinária, e membro do consórcio CCA, unidade que representa os quatro cursos de Ciências biológicas, Engenharia Agronômica, Medicina Veterinária e Zootecnia da Univasf-Universidade Federal do Vale do São Francisco, enumerou os problemas existentes no Campus.

[new_royalslider id=”330″]

“Para falarmos da situação do nosso Campus de Ciências Agrárias (CCA), temos que antes falarmos de problemas que se perduram por anos, como transporte universitário superlotado, infraestrutura de laboratórios, biblioteca, manutenção dos prédios, insumos para o bom funcionamento da unidade e assistência estudantil. Há vários anos temos problemas com o transporte para o campus que fica a mais de 13 km do centro de Petrolina, isso porque os ônibus fornecidos pela universidade não comportam a demanda crescente dos cursos de graduação e pós-graduação, causando superlotação e muitas vezes diminuindo a vida útil dos veículos, onde os mesmos vez estão na  oficina. Além de todo o risco para os passageiros”, relatou o estudante.

Ele também denunciou problemas na infraestrutura da unidade.

“Problemas estruturais temos vários, começando pela rede de abastecimento de água e eletricidade, que quase sempre temos problemas. No período de chuvas as quedas na rede elétricas eram frequentes e água era só aumentar a demanda na época de calor que faltava”, disse.

E fez um alerta em relação a estrutura física de espaços do Campus.

“Partindo para os prédios começo falando nosso antigo hospital veterinário que passou a ser clínica veterinária devido a pouca quantidade de recursos. A obra do prédio foi muito mal executada, fazendo com que se formassem vários pontos de infiltração e isso foi danificando o forro, paredes, equipamentos, salas de aulas. E nas últimas chuvas o forro veio abaixo. Lá está uma completa zona de guerra, tudo destruído e por conta disso alguns professores estão revendo a possibilidade de termos aula prática, que está prevista para iniciar em fevereiro. Esse não é primeiro prédio quase caindo em nossas cabeças, o primeiro foi a biblioteca que passava pelo mesmo problema de infiltração e com as fortes chuvas do final de 2019, o prédio foi interditado e transferido o acervo para uma sala de aula. E os problemas não param por aí, a laje do prédio do bloco de salas está para desabar, já cedeu 5 cm, ficando assim interditado e com infiltração. O CCA não foi ao chão ainda porque estamos em uma região de sequeiro”, avisou.

André Araujo apontou ainda deterioração e falta de equipamentos para as aulas práticas.

“Nossos laboratórios se encontram com equipamentos velhos e deteriorados, devido ao uso e falta de manutenção. Temos vários microscópios sem funcionar, ar-condicionado de salas e laboratórios sem gás pra funcionar, ou nem ligam mais, falta material para simples aulas de microscopia e atividades práticas. Como também para parte da fazenda do Campus, onde algumas atividades de ensino pratico são deficientes devido a pouca quantidade ou falta total de material. E no movimento do falta tudo, quando estão licitando ou em transição de empresa e limpeza, falta
sabão para limpeza, falta papel no sanitário. Temos problemas com assistência estudantil, quanto a auxílios atrasados, e a volta do restaurante universitário que não temos nem notícia.

O estudante pediu providências a reitoria e lembrou que se aproxima o início das aulas presenciais.

“No momento aguardamos ação da reitoria para que possamos ter condições mínimas de limpeza e segurança para aulas. Estamos prestes a voltar para as atividades presenciais e não conseguimos ver uma boa perspectiva, onde o campus está jogado, teto caindo, onde era rua tá virando mato, capim já alto. E ouvimos vários professores dizendo que não há condições de ministrar aula daquela forma. Queremos mudança! Sabemos que os problemas não são de hoje, mas se agravaram mais ainda agora e precisamos mostrar isso para a sociedade. Tá pensando que aluno de federal passa bem? Lá o negócio é pesado”, finalizou.

Redação PNB 

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome