Conforme divulgado ontem (27), pelo Portal Preto No Branco, uma médica que atende na Unidade Básica de Saúde da localidade de Mandacaru, em Petrolina, foi agredida por um paciente, durante a tarde da última quarta-feira(26) , quando prestava assistência os pacientes. A profissional ficou com hematoma no rosto, em decorrência do murro que sofreu.
O Sindicato dos Médicos de Pernambuco, em nota, repudiou a agressão sofrida pela profissional e demonstrou preocupação com a segurança nos ambientes de trabalho de serviços de saúde, em Petrolina.
A entidade também denunciou a sobrecarga dos profissionais de saúde do município e criticou medidas adotadas pela gestão.
“Como se não bastasse a atual sobrecarga, há uma série de medidas da Secretaria Municipal de Saúde que está contribuindo ainda mais para a pressão em cima das equipes de saúde: o fechamento do hospital de campanha, Monte Carmelo, e do centro de atendimento de pacientes com sintomas gripais que funcionou durante um período na antiga AME do Servidor, localizado na Avenida Guararapes. Medidas que além de aumentarem a responsabilidade das equipes, deixaram a população sem um serviço essencial para acompanhamento e monitoramento de muitos casos de Covid-19”.
E finalizou cobrando respostas imediatas da Secretaria de Saúde: “Devido a este cenário, solicitamos por parte da Secretaria de Saúde e da Prefeitura Municipal de Petrolina que se ofereçam respostas imediatas para o melhor desempenho de suas funções de todos os médicos e profissionais de saúde do município. Por estes e por toda a população que merece ter acesso aos serviços de saúde preparados para lidar da melhor forma possível. A saúde da população e dos profissionais precisa estar em primeiro lugar”.
Confira nota na íntegra
Esta semana, mais um episódio de agressão contra profissionais de saúde marcou a cidade de Petrolina. Desta vez, uma médica foi agredida fisicamente enquanto desempenhava suas funções em uma Unidade Básica de Saúde do município. Infelizmente, vários dos ambientes de trabalho de serviços de saúde da cidade têm sido marcados por agressões e tensões que tornam ainda mais pesado o desafio cotidiano de cuidar da saúde das pessoas. Devido ao avanço de número de casos de Covid-19, junto a outros casos de quadros de síndromes gripais, as unidades de saúde estão com superlotação e equipes médicas sobrecarregadas.
O momento é difícil para todos, mas não podemos aceitar que haja qualquer tipo de agressão. É necessário que haja medidas concretas por parte dos gestores de saúde, no sentido de construir melhores condições para o exercício do trabalho dos profissionais médicos.
Como se não bastasse a atual sobrecarga, há uma série de medidas da Secretaria Municipal de Saúde que está contribuindo ainda mais para a pressão em cima das equipes de saúde: o fechamento do hospital de campanha, Monte Carmelo, e do centro de atendimento de pacientes com sintomas gripais que funcionou durante um período na antiga AME do Servidor, localizado na Avenida Guararapes. Medidas que além de aumentarem a responsabilidade das equipes, deixaram a população sem um serviço essencial para acompanhamento e monitoramento de muitos casos de Covid-19.
Também houve o fechamento de todos os postos de vacinação para Covid-19 e a incorporação destas vacinas no dia a dia das Unidades Básicas, sem incremento no pessoal para aplicação na maior parte das unidades de saúde. O resultado é, mais uma vez, sobrecarga nas equipes que continuam tendo que dar conta de todas as demandas do dia a dia.
Devido a este cenário, solicitamos por parte da Secretaria de Saúde e da Prefeitura Municipal de Petrolina que se ofereçam respostas imediatas para o melhor desempenho de suas funções de todos os médicos e profissionais de saúde do município. Por estes e por toda a população que merece ter acesso aos serviços de saúde preparados para lidar da melhor forma possível. A saúde da população e dos profissionais precisa estar em primeiro lugar.
Desabafo
Ontem, o PNB recebeu um desabafo de uma colega da médica, que pediu para não ser identificada.
“Até quando nós vamos passar por isso? Altas demandas e agressões verbais e físicas. A população se acha no direito de agredir uma profissional, no ambiente de trabalho. Até quando isso vai acontecer? Hoje a colega pegou um murro na cara, dentro da unidade do Mandacaru, e amanhã pode ser uma facada, e aí?
Ela reclamou da falta de segurança nas UBS, o que coloca os profissionais em risco.
” Um desrespeito total. Sem segurança nenhuma. Até quando? Rosto com hematomas, cada dia nossa classe está mais desrespeitada e sem segurança nenhuma”, protestou a profissional de saúde.
Ao PNB, a Assessoria de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde confirmou a agressão sofrida pela médica e disse que ela foi atendida e recebeu a solidariedade da equipe. Sobre a falta de segurança no local, conforme relato da colega da vítima, a Ascom negou a informação: “Tem vigilante e porteiro”.
Redação PNB
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Nota na íntegra
Esta semana, mais um episódio de agressão contra profissionais de saúde marcou a cidade de Petrolina. Desta vez, uma médica foi agredida fisicamente enquanto desempenhava suas funções em uma Unidade Básica de Saúde do município. Infelizmente, vários dos ambientes de trabalho de serviços de saúde da cidade têm sido marcados por agressões e tensões que tornam ainda mais pesado o desafio cotidiano de cuidar da saúde das pessoas. Devido ao avanço de número de casos de Covid-19, junto a outros casos de quadros de síndromes gripais, as unidades de saúde estão com superlotação e equipes médicas sobrecarregadas.
O momento é difícil para todos, mas não podemos aceitar que haja qualquer tipo de agressão. É necessário que haja medidas concretas por parte dos gestores de saúde, no sentido de construir melhores condições para o exercício do trabalho dos profissionais médicos.
Como se não bastasse a atual sobrecarga, há uma série de medidas da Secretaria Municipal de Saúde que está contribuindo ainda mais para a pressão em cima das equipes de saúde: o fechamento do hospital de campanha, Monte Carmelo, e do centro de atendimento de pacientes com sintomas gripais que funcionou durante um período na antiga AME do Servidor, localizado na Avenida Guararapes. Medidas que além de aumentarem a responsabilidade das equipes, deixaram a população sem um serviço essencial para acompanhamento e monitoramento de muitos casos de Covid-19.
Também houve o fechamento de todos os postos de vacinação para Covid-19 e a incorporação destas vacinas no dia a dia das Unidades Básicas, sem incremento no pessoal para aplicação na maior parte das unidades de saúde. O resultado é, mais uma vez, sobrecarga nas equipes que continuam tendo que dar conta de todas as demandas do dia a dia.
Devido a este cenário, solicitamos por parte da Secretaria de Saúde e da Prefeitura Municipal de Petrolina que se ofereçam respostas imediatas para o melhor desempenho de suas funções de todos os médicos e profissionais de saúde do município. Por estes e por toda a população que merece ter acesso aos serviços de saúde preparados para lidar da melhor forma possível. A saúde da população e dos profissionais precisa estar em primeiro lugar.




Está é a culminância da ignorância, onde se suplanta todas as regras de civilidade. Não cabendo explicação para tamanha barbárie.