Em greve por tempo indeterminado, trabalhadores em educação do município de Juazeiro, no Norte da Bahia, estão realizando na manhã desta terça-feira (22), uma manifestação na Câmara de Vereadores. A categoria cobra o pagamento de forma integral e linear do reajuste de 33,24% do piso nacional do magistério.
De acordo com o diretor da APLB Sindicato em Juazeiro, Gilmar Nery, o projeto do poder executivo, que propõe um aumento de apenas 11%, foi enviado hoje aos vereadores e pode ser votado ainda nesta sessão extraordinária.

“A categoria em peso está na Câmara de Vereadores para acompanhar a sessão e saber se o projeto será votado ainda hoje. Também estamos aqui para pressionar os vereadores a não votarem nesse projeto que não contemplam os profissionais da educação”, declarou Gilmar ao PNB.
Ao PNB, a assessoria de comunicação da presidência da Câmara de Vereadores confirmou que o projeto do executivo foi enviado ao legislativo. Pelo regimento da casa, mesmo em regime de urgência, a Câmara tem 24h para apreciar o projeto, após o recebimento e a votação pode acontecer amanhã (23).
Os trabalhadores em educação também planejam se reunir em praça pública com faixas, cartazes e carro de som para levar o movimento às ruas a fim de que a população tenha conhecimento da batalha enfrentada pelos profissionais que buscam por seus direitos.
Greve
Para o diretor da APLB Sindicato em Juazeiro, Gilmar Nery, a categoria decidiu entrar em greve pela atitude arbitrária do executivo municipal, mesmo depois de inúmeras tentativas de se chegar a um acordo que beneficiasse os trabalhadores em educação. “Esse auditório lotado mais uma vez mostra que está aqui porque não aceita o que foi proposto pela prefeitura e sim os 33,24% determinado por lei. O mais importante nesse momento é a união absoluta da categoria que deve conscientizar pais e alunos sobre a situação vivida pelos trabalhadores em educação. Sabemos que não existe nenhuma luta sem ônus, mas o bônus virá e ao acreditar no trabalho do sindicato todos estão engajados. Hoje é início oficial das aulas no município, mas queremos deixar claro que a suspensão não pode ser atribuída à greve e sim a muitos outros fatores como falta de merenda e transporte escolar e atraso para reformar mais de 30 escolas. A SEDUC está perdida, não consegue organizar a rede do ponto de vista pedagógico nem de logística”, ressalta.
A direção da APLB Sindicato em Juazeiro lembra que durante a campanha para prefeito um documento foi elaborado para assegurar os direitos dos trabalhadores em educação e assinado pelos candidatos, mas que Suzana Ramos não assinou. “Ali já se mostrava o cenário turbulento que teríamos que enfrentar. Foram várias as tentativas de discussão. Colocamos na mesa os ofícios enviados e ignorados várias vezes. Nunca conseguimos avançar nas pautas de valorização dos professores. Quero lembrar mais uma vez do papel da Câmara de Vereadores e dizer que a luta não é de direita ou de esquerda, é da educação. Agora é greve geral e vamos utilizar todos meios para passar a mensagem e dizer que quem está na escola está aceitando os 11% e desrespeitando a greve e a luta do colega”, afirma Gilmar.
Da Redação PNB com informações da APLB



