Na sessão ordinária desta quarta-feira (23), será votado na Câmara de Vereadores de Juazeiro, no Norte da Bahia, o projeto de lei do executivo que reajusta o piso nacional do magistério em apenas 26% linear. A proposta não contempla a categoria, que cobra o pagamento de forma integral e linear do reajuste de 33,24% do piso nacional do professores.
Em vídeo divulgado na noite dessa terça-feira (22), o diretor da APLB Sindicato, Gilmar Nery, convocou os trabalhadores em educação, pais e responsáveis por alunos para realizarem uma nova manifestação na Câmara de Vereadores, para tentar pressionar os vereadores a não votarem no PL.
“Estamos prestes a perder tudo que conquistamos. O projeto de lei do executivo que foi enviado a Câmara, traz imensos e irreparáveis prejuízos. O município levou um projeto de 26% linear, mas por outro lado, retira direitos conquistados há anos, como regência, e cria novas gratificações de 20% e 10% para incidir sobre o inicial de carreira e não no piso de cada um. Isso é muito grave! Um golpe! Uma martelada, porque não dizer uma marretada na cabeça de cada trabalhador da educação”, disse Gilmar Nery.
Veja o vídeo na íntegra:
A categoria atendeu à convocação e lotou o plenário da Câmara.
O Projeto de lei do executivo foi enviado na manhã de ontem à Câmara de Vereadores de Juazeiro. Os trabalhadores em educação estão em greve por tempo indeterminado e também planejam se reunir em praça pública com faixas, cartazes e carro de som para levar o movimento às ruas a fim de que a população tenha conhecimento da batalha enfrentada pelos profissionais que buscam por seus direitos.
Greve
Para o diretor da APLB Sindicato em Juazeiro, Gilmar Nery, a categoria decidiu entrar em greve pela atitude arbitrária do executivo municipal, mesmo depois de inúmeras tentativas de se chegar a um acordo que beneficiasse os trabalhadores em educação. “Esse auditório lotado mais uma vez mostra que está aqui porque não aceita o que foi proposto pela prefeitura e sim os 33,24% determinado por lei. O mais importante nesse momento é a união absoluta da categoria que deve conscientizar pais e alunos sobre a situação vivida pelos trabalhadores em educação. Sabemos que não existe nenhuma luta sem ônus, mas o bônus virá e ao acreditar no trabalho do sindicato todos estão engajados. Hoje é início oficial das aulas no município, mas queremos deixar claro que a suspensão não pode ser atribuída à greve e sim a muitos outros fatores como falta de merenda e transporte escolar e atraso para reformar mais de 30 escolas. A SEDUC está perdida, não consegue organizar a rede do ponto de vista pedagógico nem de logística”, ressalta.
A direção da APLB Sindicato em Juazeiro lembra que durante a campanha para prefeito um documento foi elaborado para assegurar os direitos dos trabalhadores em educação e assinado pelos candidatos, mas que Suzana Ramos não assinou. “Ali já se mostrava o cenário turbulento que teríamos que enfrentar. Foram várias as tentativas de discussão. Colocamos na mesa os ofícios enviados e ignorados várias vezes. Nunca conseguimos avançar nas pautas de valorização dos professores. Quero lembrar mais uma vez do papel da Câmara de Vereadores e dizer que a luta não é de direita ou de esquerda, é da educação. Agora é greve geral e vamos utilizar todos meios para passar a mensagem e dizer que quem está na escola está aceitando os 11% e desrespeitando a greve e a luta do colega”, afirma Gilmar.
Da Redação PNB



