Após reclamações sobre falta de auxiliares nas escolas municipais de Juazeiro, Seduc diz que continua com baixa adesão dos candidatos aprovados nos Processos Seletivos

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Após mães de crianças diagnosticadas com o transtorno do espectro autista (TEA) reclamarem que os estão impossibilitadas de terem acesso à educação na rede municipal de ensino de Juazeiro, no Norte da Bahia, por falta de profissionais auxiliares de atendimento educacional especializado (AEE), a Secretaria de Educação e Juventude se manifestou.

O órgão público informa que “continua registrando baixa adesão dos candidatos aprovados nos Processos Seletivos Simplificados números 01/2021 e 04/2021, que ofertaram, entre outras vagas, oportunidades para auxiliar de atendimento educacional especializado (AEE)”.

A Seduc atribui o problema ainda ao “aumento considerável no número de alunos com necessidades especiais na rede municipal (uma previsão de 17% a mais), o que exige a contratação de um número maior de profissionais”.

O órgão finalizou destacando que “já estão sendo tomadas outras providências para solucionar a questão e para garantir a continuidade de um ensino inclusivo e de qualidade”.

Reclamação

Em contato com o Portal Preto no Branco, mais uma mãe informou que o filho está sem frequentar a escola por falta de uma profissional auxiliar de atendimento educacional especializado (AEE).

“O meu filho é autista e está matriculado na Escola municipal Maria Júlia Rodrigues Tanuri, no residencial Dr. Humberto, mas não está frequentando a sala de aula, pois não tem auxiliar pra ele. Toda vez que eu pergunto sobre a profissional, a direção da escola fala que vai chegar, mas nunca chega. Essa situação vem acontecendo desde o ano passado e tem várias crianças que estão nessa mesma situação. Isso é um descaso para nossas crianças com necessidade especial”, reclamou.

O PNB encaminhou novamente a reclamação para a Secretaria de Educação e Juventude de Juazeiro.

No último dia 06, também em contato com PNB, uma mãe informou que o filho está sem frequentar a Escola Municipal de Educação Infantil Mariá Viana Tanuri, também por falta de uma AEE.

“Meu filho foi diagnosticado com 2 anos e a Neuropediatra pediu urgência para ele frequentar a escola. Matriculei ele na EMEI Mariá Viana Tanuri, porque gostei do ensino. Porém, quando meu filho chegou no primeiro dia de aula, a professora me informou que seria melhor ele não ir mais na semana por conta da agitação dele, e que no momento não teria auxiliar para crianças com autismo. Ela disse ainda que teríamos que esperar a prefeitura encaminhar auxiliares, mas hoje já fazem 3 semanas e nada”, relatou a mãe, que pediu para não ser identificada.

Ainda de acordo com ela, a situação também está acontecendo em outras EMEI’s.

“Não é só nessa EMEI que esse absurdo está acontecendo, é na maioria delas. Faço parte de grupos AAMAVASF e escuto muitos relatos de outras mães também. Até no site, nas postagem da prefeitura sobre o autismo tem reclamações. Estamos no mês de conscientização do autismo, e crianças com autismo ainda não estão indo para as EMEIs de Juazeiro, por conta que não tem auxiliar para acompanhar elas. Chega a ser inacreditável. Onde fica o discurso de uma educação inclusiva? Lutamos pela inclusão e queremos o direito de ter nossos filhos e filhas na escola. Esperamos uma resposta, e agilidade da Prefeitura de Juazeiro”, cobrou a mãe.

Redação PNB

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