Em contato com o Portal Preto no Branco, moradores do Angari, em Juazeiro, no Norte da Bahia, reclamam de uma série de assaltos, que segundo eles, vêm acontecendo nos últimos dia no bairro.
“Um amigo nosso, comerciante da comunidade, foi assaltado na noite de ontem (17), por volta das 22h. Ele relatou que invadiram seu estabelecimento e roubaram em torno de 2.000 mil reais. Outros moradores também relatam que foram vítimas de tentativa de assalto. Um morador também foi assaltado e teve o celular levado. Outra comerciante teve um prejuízo de 10 mil reais, após ter vários equipamentos furtados. Ele entraram e saíram por um ‘buraco’ da parede do antigo curtume, próximo a beira do rio. Já são dezenas de furtos a moradores aqui. A cada momento um morador relata uma situação diferente”, relatou um morador, que não quis ser identificado.
Também em contato com o PNB, outra moradora atribuiu os casos de violência a instalação do Centro de Referência Especializada para Pessoas em Situação de Rua (Centro Pop) no bairro. Eles informaram ainda que estão fazendo um abaixo assassinado pedindo a adoção de providências ao poder público, e a Polícia Militar.
“Estamos muito assustados, pois perdemos a tranquilidade. Depois que botaram o Centro Pop aqui, a gente não tem mais paz. Temos que ficar com as portas fechadas o dia todo. Eles ficam na porta da gente pedindo, olhando para dentro das casas para furtar, e até abrindo as portas das nossas residências. Um dia desses, se um vizinho não está em casa, eles tinham entrado e roubado. Ficou difícil a convivência da gente aqui no bairro. Antes não tinha isso, mas depois que esse órgão veio para cá, virou um inferno a vida da gente aqui no bairro. Eu lavo roupa e não posso mais nem estender porque some”, acrescentaram.
O PNB encaminhou a reclamação para a Secretaria de Desenvolvimento Social, Mulher e Diversidade (Sedes), responsável pelo Centro Pop.
Em nota, o órgão esclareceu que “o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua é um serviço criado para cuidar e oferecer mais dignidade para as pessoas em situação de rua. O município não pode obrigar esses usuários a saírem das ruas, visto que o direito de ir e vir está garantido na Constituição Federal, mas pode contribuir para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, com a oferta de alimentação, banho, um espaço para higienização de suas roupas e pertences, encaminhamento para consultas, exames e outros serviços de cidadania. Quando esses usuários consentem coma sua saída das ruas, eles são encaminhados para o nosso serviço de acolhimento, onde além dos cuidados com alimentação, higiene e saúde, também dispõem de alojamento”.
Estamos encaminhando a reclamação também para a Polícia Militar.
Redação PNB



