Há vários anos, moradores da rua Quintino Bocaiúva, localizada no centro de Juazeiro, no Norte da Bahia, sofrem com uma espécie de lixão em uma das residências do local. Incansáveis, os comunitários continuam cobrando providências definitivas para o problema.
O lixo é amontoado na rua diariamente por um morador que sofre, de acordo com os vizinhos, de um transtorno mental. Porém, a situação causa diversos incômodos para a vizinhança, além de riscos à saúde pública.
Em contato com o PNB, uma moradora informou que após mais uma reclamação, uma equipe da empresa Limp City esteve no local nessa quinta-feira (19) recolhendo o lixo.

“Já não estávamos mais suportando o odor do lixo, que com a chuva ficou ainda mais forte. O lixo foi retirado mais uma vez pelo carro da coleta. Verifiquem quantos funcionários são designados para a operação. Teve uma época que chegaram a retirar quase dez caçambas de lixo do local, após uma determinação da Justiça. O transtorno desse morador é grave, e afeta além dos seus familiares, pois com ele mora uma idosa, atinge também a nós moradores da rua. Ele precisa de cuidados, urgente. Sugiro que a equipe de saúde e do social de Juazeiro façam uma visita a esta família que precisa de ajuda. A Prefeitura tem que verificar, junto aos irmãos, desse morador se ele já passou por um médico e auxiliar no tratamento do mesmo. Até dentro da residência e em cima do telhado tem lixo acumulado.”, alertou.
Ela conta ainda que todas as vezes que denunciam a situação, o setor de limpeza se mobiliza e faz a retirada do lixo, mas, passados alguns poucos dias, o morador volta a acumular lixo no espaço. Para tentar minimizar o problema a moradora faz outras sugestões ao poder público, com a intenção de que a situação seja definitivamente resolvida.
“Como não conseguem impedir a ação dele, outra sugestão é a coleta diária do lixo colocado pelo morador. Grande parte é lavagem, e o que for reciclagem, a prefeitura que designe para um depósito. Não aceitamos mais na calçada”.
Outro problema que vem afetando os moradores da Quintino Bocaiúva, é o abandono do prédio onde funcionou o antigo Hospital Semec.
“O prédio do antigo Hospital Semec tem dono e está abandonado. Quem são os donos? É fácil encontra-los. Eles precisam ser autuados, pois abandonaram o imóvel e estão fazendo pouco caso da situação. O antigo necrotério está tomado pelo mato. As caixas d’água estão abertas, servindo de foco para o mosquito Aedes aegypti. Merecemos e queremos respeito, além da resolução dessa problemática! Os moradores da Quintino pedem, sonham e querem um destino final para este prédio”, finalizaram.
Outras reclamações
Na quarta-feira (18), os moradores chegaram a questionar se teriam que deixar suas residências por conta dos problemas enfrentados na rua.
“Estamos vivendo um caso de calamidade pública, bem no centro da cidade. Em frente ao antigo Hospital Semec tem um lixão de décadas, fedido, com lavagem, e entre outros materiais que causam danos a nossa saúde. Queremos providências, queremos a retirada deste material urgente”, declarou uma moradora.
Os moradores relatam ainda que apesar do caso já está no Ministério Público, até o momento nenhuma providência definitiva foi adotada.
“Ele (morador) já recebeu uma intimação do Ministério Público. Já foi um familiar dele lá no Ministério saber como resolver essa situação, mas a sensação que a gente tem quando chegar lá, é de que não está tendo muito interesse do poder público em resolver a situação. O Ministério Público fica jogando a responsabilidade para a Vigilância Sanitária e a Vigilância joga para o MP. Fica nisso e nada é resolvido”, acrescentou outro morador.
Ele afirmou ainda que a situação já ultrapassou todos os limites.
“Queremos uma solução definitiva. Este morador, que sofre de transtornos mentais, precisa ser encaminhado para um tratamento urgente, pois há anos ele acumula lixo na rua, trazendo riscos para a saúde pública e nunca se tomou uma providência mais enérgica. A família precisa se responsabilizar por ele, o Estado também. Passou de todos os limites e o preço que pagamos tem sido muito alto. Será que a solução será deixarmos nossas casas? O setor de limpeza vem, quando denunciamos e a situação fica insuportável, mas em três ou quatro dias, ele recolhe lixo pela cidade e joga tudo aqui, formando este lixão que nunca acaba”, finalizou o morador revoltado.
A Vigilância Sanitária ainda não se manifestou sobre a situação.
Redação PNB



