De tatuagem íntima de Anitta à CPI dos sertanejos: MPBA está acompanhando contratações de artistas para São João no estado, diz promotor

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O Ministério Público da Bahia está atento as contratações de artistas que irão se apresentar em cidades que farão festa de São João no estado, segundo Frank Ferrari, Promotor de Moralidade Administrativa, que concedeu entrevista à rádio Metrópole na manhã desta quinta-feira (2).

“Sem dúvida o ministério público está acompanhando [os pagamentos na Bahia]. Houve expedição de recomendação pela Procuradora-Geral de Justiça estimulando os membros a fazerem esse acompanhamento em seus municípios e à vista de irregularidades tomar providências cabíveis a cada caso, mas sem dúvidas o MP está acompanhando os gastos com festejos juninos”, disse.

O promotor ponderou que a fiscalização leva em conta o momento vivido por cidades baianas. “Estamos em um São João muito peculiar, depois de pandemia e restrições de mobilidade e ressocialização, então isso precisa ser considerado nas ações fiscalizatórias”, explicou.

Uma festa que será realizada a partir do próximo sábado (4), no município de Teolândia baixo-sul Na Bahia, já está chamando atenção. A prefeita Maria Baitinga de Santana (PP), a Rosa, contratou o sertanejo Gustavo Lima para uma apresentação de 1h30, por um cachê de R$ 704 mil. O cantor está previsto na programação deste domingo (5).

O município de Teolândia foi atingindo pelas fortes chuvas de dezembro do ano passado, e a população ainda sofre com os efeitos dos desastres.

CPI do Sertanejo

Os altos cachês de artistas sertanejos contratados com dinheiro público, ficaram na mira dos órgãos de controle e da opinião público, após uma crítica do cantor Zé Neto, a uma tatuagem que a cantora Anita fez no ânus. Assim começou a chamada “CPI do sertanejo”.

“Nós somos artistas que não dependemos de Lei Rouanet, o nosso cachê quem paga é o povo, a gente não precisa fazer tatuagem no t*** pra mostrar se a gente tá bem ou não, a gente vem simplesmente aqui e canta”, disse o cantor.
Rebatendo as críticas, Anitta declarou que não imaginava a repercussão que o assunto ganharia. “E eu achando que tava só fazendo uma tatuagem no tororó”, escreveu Anitta.

A polêmica logo viralizou, os altos cachês pagos pelas prefeituras aos sertanejos vieram a tona, o que acabou resultando no cancelamento de shows do gênero, como os de Gustavo Lima.

Gusttavo havia fechado show com a prefeitura de Conceição do Mato Dentro recebendo um cachê de R$ 1,2 milhão. Em outro evento no interior de Roraima, em uma cidade com 8 mil habitantes, o cantor receberia R$ 800 mil em apenas uma noite.

A declaração de Zé Neto acabou gerando uma polêmica que atingiu em cheio o “Embaixador” Gustavo Lima, que já teve shows cancelados em Minas Gerais, Roraima e no Rio de Janeiro, porque seriam pagos ilicitamente.

A fala do cantor que faz dupla com Cristiano acabou revelando que os sertanejos, em geral apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, críticos da Lei de Incentivo à Cultura, se valem de recursos públicos para impulsionar suas carreiras.

 

 

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