Em contato com o Portal Preto no Branco, Ravila Ramaiana, moradora de Juazeiro, no Norte da Bahia, entrou em contato com o Portal Preto no Branco, para denunciar que teve o direto a um atendimento médico negado na Unidade de Pronto Atendimento do município.
Positivada há dois dias para a Covid-19, nessa quinta-feira (30), ela procurou a UPA com vômitos, disenteria e dor na garganta, e foi orientada por uma enfermeira a retornar para casa sem ser medicada.
“Eu estava vomitando muito, com diarreia, desidratada, com a garganta doendo e sentindo muito mal estar. Ontem procurei a UPA para ser atendida e quando passei pela triagem, disse a enfermeira que eu tinha testado positivo para a Covid-19. Mesmo falando do meu estado de saúde, ela perguntou o que eu estava fazendo lá, já que eu estava com a Covid. Por fim, ela me mandou voltar para casa e tomar bastante líquido e tomar sol de manhã cedo. Quer dizer que as pessoas que estão com Covid não podem ser atendidas em nenhum posto de Juazeiro e nem na UPA? Se a pessoa pega Covid e precisa de um atendimento médico ela não tem esse direito? Voltei pra casa e me auto mediquei, foi o jeito. Infelizmente essa é a saúde que nós temos em Juazeiro”, reclamou.
Nós procuramos a Secretaria de Saúde para esclarecer qual o protocolo adotado, já que, com o aumento de casos da covid-19, cresceu também o número de usuários da rede que apresentam sintomas mais severos e necessitam de atendimento médico. Lembrando que, o Hospital de Campanha, que atendia pacientes com a Covid-19, foi fechado no dia 31 de maio passado.
Sobre o caso de Ravila Ramaiana, a Sesau contestou a informação da usuária de que ela teria chegado a UPA queixando-se dos sintomas relados ao PNB. A Ascom afirmou que a jovem “alegou à equipe da unidade apenas dor no corpo”.
A Ascom afirmou ainda que “foi verificada saturação, pressão arterial e temperatura, sendo todos estes sinais dentro da normalidade. Com o quadro dos sinais vitais normais e os sintomas alegados pela paciente, ela foi orientada à buscar o atendimento na atenção primária, sendo que a UPA é direcionada para casos de urgência e Emergência”, disse a Sesau.
Ravila Ramaiana, no entanto, reafirma que procurou a UPA após apresentar “vômitos, diarreia, desidratação, dor na garganta e muito mal estar”.
Para onde ir?
O atendimento de síndromes gripais leves acontece nas Unidades Básicas de Saúde e os casos mais severos na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). As gestantes continuam sendo atendidas na maternidade.
Redação PNB



