O Hospital Materno Infantil de Juazeiro, Norte da Bahia, está, mas uma vez, sendo alvo de uma grave denúncia. Desta vez, a família de uma paciente de 31 anos acusa uma médica da unidade de ter perfurado o útero e o intestino grosso da mulher, durante um procedimento de raspagem da cavidade uterina, realizado no dia 11 de junho.
Após o suposto erro médico, Deliane Feitosa e Silva sofreu um derrame pleural e desde o dia 13 de junho está internada em estado grave no Hospital Regional de Juazeiro, para onde foi encaminhada após o ocorrido. De acordo com informações de familiares da paciente, Deliane já passou por quatro procedimentos cirúrgicos no HRJ.
Ela chegou a ficar internada em um leito de UTI e teve ovários e as trompas removidos, devido ao alto grau de infecção. Um dos rins da paciente também chegou a parar de funcionar. Atualmente, ela está com intestino grosso exposto, segundo informou um familiar.
Diante da gravidade da situação, a família de Deliane pede a responsabilização da médica acusada pelo erro.
“Já acionamos o Ministério Público e também já identificamos a médica que ocasionou essas lesões em Deliane. Ela só não morreu porque Deus tem um plano na vida dela. A barriga dela está aberta, porque os pontos não estão segurando. Ela está com a tela para segurar o órgão e tomando antibióticos fortes. Não está sendo fácil. Então, essa médica precisa ser responsabilizada. A Secretaria de Saúde precisa investigar o caso e afastar essa profissional. Ela não assumiu o erro e tentou abafar o caso. Ela saiu pela tangente, mas nós precisamos que esta médica e a gestão municipal respondam por esse erro”, declarou um familiar.
Ainda de acordo com ele, até o momento a família da paciente não recebeu nenhuma assistência da gestão municipal.
“Até agora ninguém do hospital, nem da prefeitura entrou em contato com a família. Deliane tem cinco filhos e o marido está desempregado, pois precisou sair do emprego para ficar no hospital com a esposa. Então, eles estão precisando de ajuda com alimentação e outras necessidades básicas. O erro foi de uma funcionária da prefeitura, então a gestão tem obrigação de dá uma assistência para eles”, acrescentou.
O PNB encaminhou o caso para a Secretaria de Saúde. O órgão informou apenas que “A Maternidade está verificando a denúncia para tomar as medidas necessárias”.
Já o HRJ esclareceu que “a paciente deu entrada no HRJ em estado grave e passou por quatro procedimentos cirúrgicos. Após as cirurgias, foi avaliada a necessidade de nutrição parenteral, assistência que está sendo oferecida pelo complexo hospitalar. Devido a gravidade do ferimento, será necessário aguardar o tempo de recuperação para a realização de novos procedimentos. Ademais, não há previsão de alta, assim como não há indicação de transferência para outra Unidade”.
Redação PNB



