Acontece nesta quinta-feira (01), em Juazeiro, o julgamento dos acusados de terem assassinado o motorista de aplicativo Diego Monteiro

0

Está acontecendo nesta quinta-feira (1), no Fórum Conselheiro Luiz Viana Filho, em Juazeiro, no Norte da Bahia, o julgamento de Alex Marciel Viana dos Santos Júnior e Igor Douglas da Silva Santos, ambos de 19 anos, acusados do assassinato do motorista de aplicativo Diego de Araújo Monteiro, 24 anos.

O júri teve início por volta das 8h30 e deve seguir até o período da tarde. Os suspeitos foram pronunciados pelo Ministério Público por homicídio duplamente qualificado, por motivo torpe e emboscada e destruição de cadáver, artigo 211 do CP.

A pena do homicídio qualificado é de 12 a 30 anos, e a de destruição de cadáver de 1 a 3 anos.

Além da família da vítima, o julgamento também está sendo acompanhado por outros motoristas de aplicativo que atuam na região.

O crime

O crime aconteceu na madrugada do dia 13 de março, no bairro Quidé. Na ocasião, Diego foi atingido por golpes de arma branca e teve o corpo carbonizado dentro do veículo que utilizava para trabalhar. Os dois acusados devem responder homicídio por motivo torpe e emboscada, além de distribuição de cadáver.

Os acusados foram presos no dia 29 de março. De acordo com a Polícia Civil, inicialmente a versão dada por Alex foi de que “a motivação do crime teria sido em razão de uma suposta dívida de drogas que a vítima tinha com Igor.

No entanto, esta versão foi desconstituída durante as investigações, pois “foram constatados pontos de divergência entre as informações prestadas pelo acusado e a realidade fática”, informou o delegado Thiago Pessoa.

Durante o interrogatório, Igor afirmou que “o plano inicial da dupla era realizar um assalto, e que ao anunciarem o roubo do veículo a vítima teria se desesperado e tentado pegar um objeto debaixo do banco (supostamente uma faca), o que motivou os investigados a desferirem golpes de arma branca em Diego, que foi a óbito momentos depois”.

Igor ainda afirmou que “a decisão por atear fogo no carro e na vítima foi para dificultar a investigação para que não fossem identificados, e que a gasolina foi comprada num posto 24h da cidade de Juazeiro”.

O velório e o enterro de Diego só pode ser realizado 50 dias após o crime, depois do resultado do exame de DNA.

 

 

Redação PNB

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome