“Ganhar fama com as festas e não pagar aos artistas é uma farsa”: músicos contratados para o São João dos bairros e Copa Fest voltam a cobrar da Prefeitura de Juazeiro pagamento dos cachês

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A cantora Karla Laianne fez contato com o PNB nesta segunda-feira (12), para reclamar do atraso no pagamento dos músicos contratados para se apresentarem no “São João dos Bairros 2022”, realizado pela Prefeitura de Juazeiro.

A cantora lembrou que o evento foi iniciado em maio e, passados mais de 3 meses, a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes não acertou as contas com os músicos prestadores do serviço. Ela informou ainda que a categoria está tentando uma manifestação para cobrar o pagamento.

Ainda de acordo com Karla Laianne, a justificativa da gestão é que a documentação dos músicos não estaria regular, ao que ela rebate:  “Nos músicos não recebemos ainda os pagamentos do São João dos bairros, que começou em maio.
Uma pessoa chegou a dizer que os nomes de alguns não constam na lista, e que não enviaram a documentação, mas estes nomes sumiram da lista e estão todos dizendo que o documento está em dia”, disse Karla.

A artista também informou que, após a realização dos shows, a Secult diminuiu em mil reais o valor de cada apresentação, após o trabalho prestado e sem avisar aos músicos que foram tomados de surpresa com a redução do cachê.

“Muita gente não vai aceitar isso. Vamos tentar falar com a prefeita Suzana Ramos para perguntar se ela tem conhecimento de que foram retirados mil reais de cada show dos músicos”.

Outro músico que entrou em contato com nossa redação e pediu para não ser identificado, questionou a organização e o tratamento dado aos artistas.

“Somos mal tratados na secretaria. É uma gestão vingativa e perseguidora que passa na nossa cara que precisamos da prefeitura para nos apresentar. Isso é chantagem e muito desrespeito. Fazem as festas, fazem muita propaganda e não pagam aos artistas. Quando vamos reclamar nos ameaçam de sermos cortados dos próximos eventos. Ganhar fama com as festas e não pagar aos artistas é uma farsa, um golpe nesta categoria já tão sofrida”, protestou.

No último dia 5, o músico Marcelo Vidal, em contato com nossa redação, reclamou do atraso nos pagamentos dos artistas que se apresentaram nos festejos de São João e também na programação da Copa Fest, eventos realizados pela Prefeitura de Juazeiro.

De acordo com ele, apenas alguns profissionais tinham recebido os pagamentos.

“Alguns músicos de Juazeiro que prestaram serviço à prefeitura no São João estão há dois meses sem receber pela prestação do serviço. Segundo os representantes da prefeitura, apenas alguns músicos foram pagos e outros não. Além disso, os músicos que tocaram na Copa Vela estão há mais de um mês sem receber os pagamentos”, reclamou Marcelo Vidal.

O PNB encaminhou a reclamação para a Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes de Juazeiro. O órgão alegou que “alguns pagamentos de artistas que tocaram em eventos da gestão municipal, a exemplo do São João dos Bairros e Copa Vela estão pendentes pois a documentação de algumas bandas encontram-se incompletas, a exemplo de certidões positivas. Os pagamentos são realizados através de um trâmite burocrático que passa por diversos setores para respeitar as determinações do Tribunal de Contas. Cerca de 70% dos artistas já foram pagos e os outros devem regularizar a documentação. Inclusive, todos os artistas estão cientes da situação, uma vez que a prefeitura tem contato recorrente com a categoria. A previsão é de que o pagamento seja realizado nos próximos dias”.

No entanto, hoje (12), voltamos a falar com Marcelo Vidal, que também é conselheiro de cultura de Juazeiro e o músico refutou as informações da Secult.

“A gestão está repassando inverdades, pois os músicos que se apresentaram no Copa Festa não receberam os pagamentos, até o momento. Eu sou um deles, pois participei como músico de um show no evento e até hoje não recebi meu cachê. Ninguém recebeu. Falam que a documentação dos artistas está incompleta, o que também não procede. A documentação foi entregue e teve prestador que foi chamado por três vezes para entregar a documentação, que já havia sido entregue. Devem ter dado fim por lá. Eu estou cobrando como músico e também como conselheiro que sou e represento minha categoria. Não aceito o tom de ameaça com que alguns prepostos da Secult estão tratando a questão. O que queremos e o que é justo, é que paguem aos músicos e deixem de desculpas esfarrapadas e ameaças”, concluiu Vidal.

Novamente, estamos pedindo uma nota de esclarecimento a Secult.

Redação PNB

 

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