
Na noite de ontem (22) a PM de Juazeiro, através da “Operação Fênix”, desarticulou uma quadrilha de tráfico de drogas que agia em Juazeiro (BA) e Petrolina (PE), quando foram presas cinco pessoas das duas cidades que faziam parte do esquema, entre elas um detento do conjunto penitenciário de Juazeiro.
Após a diligência, os policiais militares se dirigiram à delegacia da Polícia Federal e foram informados que, por não ter sido uma operação da própria PF, a instituição não iria lavrar o flagrante e receber a droga e os presos apresentados pela PM.
A informação deste impasse entre as duas forças policiais chegou ao Preto No Branco que ainda ontem entrou em contato com a PF em busca de esclarecimento. O delegado de plantão, que trabalha de sobreaviso, não estava na delegacia no momento. Depois de algumas tentativas no dia de hoje (23), conseguimos falar com a assessoria de comunicação do órgão que assim se manifestou sobre o caso:
“Pela Constituição Federal, a Polícia Federal tem atribuição concorrente, junto com a Polícia Civil, para reprimir o tráfico de drogas. A repreensão ao tráfico de drogas não é algo exclusivo da PF. O que se convencionou aqui na nossa região, já que somos apenas uma delegacia para atender a toda região norte do estado da Bahia, abrangendo 50 municípios e com inúmeras ocorrências dos mais variados crimes existentes, foi que as ocorrências de tráfico de drogas, tanto em Juazeiro quanto em Petrolina, sejam apresentadas à Polícia Civil. Isso não é de hoje, mas de vários anos atrás e é uma prática em nível nacional. Foi o que ficou acertado tanto com a Polícia Militar quanto com a Polícia Civil. Se toda ocorrência de tráfico de drogas que a PM fizer, chegar até a delegacia da PF para fazer o flagrante, nós vamos ficar impossibilitados de conduzir nossas outras investigações.


