“Que meu filho tenha o nome excluído do processo”: mãe acusa erro da Justiça que sentenciou um jovem de Juazeiro por um acidente que ocorreu em Salvador (BA); o jovem não estava na capital

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Um morador de Juazeiro, Norte da Bahia, foi sentenciado a pagar uma indenização de quase 8 mil reais, após ser acusado de ser o proprietário de um veículo envolvido em um acidente que ocorreu no dia 30 de março deste ano, no bairro Rio Vermelho, em Salvador. Em contato com o PNB, a família de Tiago Nunes Franco, informou que a sentença é injusta, já que foram apresentadas provas de que a acusação não procede.

De acordo com a mãe dele, Vanderléa Nunes dos Santos, no dia do acidente o filho estava em Juazeiro, e o carro envolvido pertence ao homem que conduzia o veículo no momento do ocorrido.

“Por conta de um erro da vítima, meu filho foi envolvido num acidente de trânsito em Salvador, entre um veículo Toro que bateu em uma HB20, que tem como proprietária uma advogada. Ela estava conduzindo o veículo e viu quem era o motorista do outro carro, e mesmo assim acionou meu filho na justiça como sendo o proprietário da Toro. Até hoje não sabemos como ela chegou a conclusão de que o carro era de meu filho, pois o carro dele é um Etios da Toyota, não tem nada a ver com o do acidente. O advogado que nós contratamos puxou a placa do carro que bateu no da advogada e consta que o proprietário é o senhor Erasmo de Souza, que também era o condutor do veículo no momento da batida e está todo regularizado”, explicou Vanderléa.

A mãe de Tiago contou ainda que após as provas serem anexadas ao processo, a vítima reconheceu que houve erro na acusação.

“A própria vítima, que é advogada, declarou que foi um erro e pediu para a exclusão do nome de Tiago do processo. Nosso advogado também já pediu a discussão do mérito para que ela analise as provas que foram colocadas no processo, mostrando que um simples extrato do Detran prova que meu filho não é o dono desse carro, só que a juíza da 1ª Vsje de Transito (matutino) – Projudi, não parou o processo.
Ela seguiu com a sentença, determinou o pagamento de quase R$ 8.000,00 de indenização, e não aceita nenhum embargo que a gente faz. Na quinta-feira (20), ela mandou a sentença ser executada. A vítima também pediu para arquivar o processo e pediu para encaminhar para a segunda turma, mas a juíza não quer mais discutir o mérito. Além disso, como a juíza de Direito negou os embargos e não corrigiu a própria sentença errada , o processo seguiu, e outra juíza já deu o mesmo como transitado e julgado, sendo que ainda está dentro do prazo da nossa advogada recorrer. A justiça não quer saber se Tiago é inocente ou não. “, acrescentou.

Vanderléa contou ainda que o filho é universitário e no momento está desempregado e por conta do processo, a família vem arcando com muitas despesas.

“Só de Documento de Arrecadação Judicial e Extrajudicial (DAJE), já pagamos quase R$ 1.300,00, fora o custo com o advogado, já que a causa corre na comarca em Salvador. E o nosso advogado teve que entrar com outra petição, pedindo a juíza a devolução do prazo para recorrer da sentença, que ainda não terminou. Estamos tendo muitas despesas para defender meu filho de algo que ele não fez. Além disso, caso a justiça determine que a sentença deva ser cumprida, meu filho terá um bem apreendido para que o pagamento da indenização seja feito. Isso não é justo. O que queremos é que a justiça seja feita, e meu filho tenha o nome excluído do processo”, finalizou.

Estamos encaminhando o caso para o Tribunal de Justiça da Bahia.

Redação PNB 

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