Após a denúncia publicada nessa segunda-feira (21), sobre o caso da paciente Benedita Marinho da Cruz, 29 anos, que estava gestante de 41 semanas e perdeu o bebê enquanto aguardava por um exame de ultrassonografia no Hospital Materno Infantil de Juazeiro, no Norte da Bahia, familiares de outras gestantes que estão internadas na unidade procuraram a nossa redação.
De acordo com eles, as cesarianas que estavam marcadas para serem realizadas nesta terça-feira (22), foram suspensas por falta de um médico anestesista na maternidade.
“A informação que foi dada até o momento é que o hospital está sem anestesista hoje. As pacientes estão em dieta zero, esperando para fazer cirurgia. Então queremos saber o que será feito. A gestão vai mandar outro médico antestreia para o hospital? Elas já estão com mais de 41 semanas de gestação e com indicação de parto cesário. Sabemos que essa demora pode prejudicar o bebê, como infelizmente aconteceu com Benedita. Se a maternidade de Juazeiro não tem profissionais e suporte suficiente para atender essas mulheres, que elas sejam encaminhadas para outro hospital que possa realmente fazer algo por elas”, declararam.
Os familiares das gestantes contaram ainda que a situação está causando um quadro de ansiedade nas pacientes e cobram providências urgentes.
“A maioria delas já está internada há pelo menos quatro dias, aguardando o parto cesário. Muitas delas viram o que aconteceu com a paciente Benedita, que também deu entrada no hospital no sábado. Tudo isso deixou elas muito nervosas e com medo de que possa acontecer com elas o mesmo. Nenhuma mãe quer perder o seu filho. Por isso cobramos que medidas sejam tomadas de forma urgente. Infelizmente nossa saúde está um caos”.
Encaminhamos a reclamação para a Secretaria de Saúde de Juazeiro.
Relembre
Em setembro do ano passado, uma paciente relatou que após a bolsa romper, precisou ser transferida para o Hospital Dom Malan, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco por falta de um médico anestesista no HMI.
“O que disseram foi que não tinha anestesista e nem iria chegar”, relatou a paciente na época.
Na ocasião, a Sesau declarou ao PNB que a falta de anestesia na unidade se tratou de um problema pontual, já que o profissional escalado havia faltado ao plantão sem um aviso prévio, o que impossibilitou a convocação de um substituto.
Redação PNB




Olá tudo bem? Espero que sim 🙂
Adorei seu artigo,muito bom mesmo!
Abraços e continue assim.