A moradora do bairro Tabuleiro, Maria Emanuela Santos Guimarães, 22 anos, em contato com nossa redação, reclamou do atendimento da UPA, em Juazeiro. Ela procurou atendimento na unidade na tarde desta sexta-feira (25).
“Aqui não parece um hospital. Cheguei com 39.7 de febre, muita dor de cabeça, muita dor nos rins. Cheguei aqui umas 15 e pouca, já são mais de 19 horas e não fui atendida. Nem uma medicação para baixar a febre me deram. Passei pela triagem porque fui até lá e mostrei que estava com febre. A médica que estava atendeu umas 3 pessoas e saiu. Se acontecer qualquer coisa comigo quero ver quem vai de responsabilizar, inclusive estou tendo tremores e com muita dor de cabeça. Não aguento mais de dor isso é um descaso com a área da saúde. Um absurdo! Estou a ponto de convulsionar. A febre já passou de 41, e até agora nada. Pelo amor de Deus, façam alguma coisa!”, suplicou a jovem.
Ela criticou também a falta de pessoal na unidade e a proibição de acompanhante para os pacientes.
“Até o maqueiro não está aqui. E outra não pode ficar um acompanhante. As pessoas ficam em tempo de desmaiar. Que hospital é esse ? Só Deus pra nós guardar. O pessoal aqui é atendendo e mexendo no celular. Isso não é amor à saúde, não é amor às vidas”, desabafou Maria Emanuela.
Nós encaminhamos o relato da paciente para a Secretaria de Saúde e o órgão, através de sua assessoria de comunicação, disse que “assim como toda a rede de saúde, seja ela pública ou particular, vem registrando nos últimos dias, um aumento na procura por atendimento. Porém, nem todos que chegam na UPA são casos de urgência- como deve ser o atendimento da unidade. Nesta sexta-feira (25) intercorrências na sala vermelha precisaram de uma atenção maior da equipe. Em relação à paciente com estado febril, ela foi triada e atendida pelo profissional médico.
Redação PNB



