Mesmo sendo diagnosticada com alergia alimentar múltipla, a aluna Maysa Monielly Lemos da Silva, de 8 anos, não está tendo o direito a uma refeição adequada na Escola municipal Laurita Coelho, localizada no bairro Vila Marcela, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. A denúncia foi enviada ao PNB pela mãe da menina, Carmen Antunes da Silva.
“Além de ter autismo, minha filha tem alergia alimentar múltipla a leite e ovo e soja. Por conta disso, ela tem direito a um cardápio separado na merenda da escola. O certo seria as cozinheira fazerem a merendeira dela separada sem nada que contém ovo leite e soja, mas isso não vem acontecendo. Eu enviei o laudo da alergologista para a diretora da escola, informando que ela tem essas alergias, para que a escola enviasse para Secretaria de Educação. Até a pouco tempo, eu perguntava a diretora e a vice-diretora da escola porque a situação ainda não tinha sido resolvida, e elas só me diziam que a gestão estava fazendo licitação. Mas há pouco tempo, a vice-diretora da escola me mandou uma mensagem dizendo que a Secretaria da Educação estava pedindo exames que comprava essas alergias da minha filha. Só que as alergias da minha filha não são comprovadas em exames. Chama-se alergia não mediada por ige, que é quando não aparece nos exames, mas quando a pessoa que tem, consome o alimento, passa mal logo após o consumo horas depois”, explicou a mãe da aluna.
Carmen Antunes contou ainda que já enviou um novo laudo médico à gestão municipal, mas até o momento nenhuma providência foi adotada.
“Eu já tinha enviado um laudo. Fui na médica novamente, pedi outro laudo, e ela colocou lá que a alergia da minha filha é não mediada por ige. Eu levei o documento para escola, que enviou novamente para a Secretaria de Educação. Mas o órgão continua pedindo o exame que comprava alergia da minha filha. Eu já acho um absurdo ela minha filha estar sem receber a merenda dela desde o começo, até agora, e eles ainda estão exigindo um laudo que comprove as alergias, se a médica já explicou a situação. Por tanto, gostaria de solicitar uma posição da Secretaria de Educação. O órgão vai continuar negando uma merenda adequada para a minha filha?”, questionou.
Assim que recebemos a denúncia da mãe, entramos em contato com a Secretaria de Educação, Cultura e Esportes de Petrolina, que resolveu a situação, conforme nos informou Carmen Antunes da Silva.
“Quando eu cheguei hoje, 29, na escola me disseram que tinha enviado o cardápio dela. A primeira vez que a nutricionista fez o cardápio diferenciado foi hoje, terça-feira, após o blog procurar a secretaria”, afirmou a mãe.
A Secretaria de Educação, Cultura e Esportes de Petrolina informou que “toda alimentação oferecida nas unidades escolares é planejada e calculada por nutricionistas, visando atender as necessidades dos estudantes. Desta forma, a Seduce esclarece que a aluna da Escola Municipal Laurita Coelho, Maysa Monielly Lemos da Silva, é assistida com um cardápio diversificado e adequado as suas condições de saúde, respeitando as alergias ao leite, soja e ovos. Toda rede municipal de ensino recebe um intenso acompanhamento para garantir que as refeições sejam servidas com bastante responsabilidade. As instituições contam com uma variedade de grãos, frutas, verduras e carnes que contribuem, de forma significativa, com o desenvolvimento dos alunos e o desempenho na aprendizagem. A Secretaria relata ainda que todo o cardápio é informado diariamente à mãe da aluna, onde a mesma escolhe a alimentação de acordo com as necessidades de Maysa. Em visita a Escola Laurita Coelho, a Seduce reforça que uma equipe de nutricionistas constatou que a estudante está desenvolvendo uma extrema seletividade alimentar. Contudo, necessita de acompanhamento médico extra escolar”.
Redação PNB



