Mãe de criança autista matriculada em EMEI de Juazeiro denuncia: “Durante todo esse ano meu filho sofreu preconceito, foi excluído”; Seduc responde

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Em contato com o Portal Preto no Branco, a mãe de uma criança de 3 anos, diagnosticada com Transtorno de Espectro Autista e TDAH, denunciou que durante o ano letivo de 2022, o filho sofreu preconceito e foi excluído pela equipe educacional da EMEI Mariá Viana Tanuri (extensão), no bairro Jardim Vitória, em Juazeiro, no Norte da Bahia, e também por outros pais de outros alunos.

“Durante todo esse ano ele sofreu preconceito e foi excluído. Logo no começo do ano ele foi impedido de frequentar a escola, pois ainda não tinha diagnóstico fechado. O grupo de WhatsApp da sala de aula é aberto para mensagens dos pais, e lá, algumas vezes que meu filho entrou em crise na sala de aula e, infelizmente, agredia os outros coleguinhas, fui coagida por um pai que estava exigindo que eu tirasse meu filho da escola, dizendo que lá não era o lugar dele. Algumas mães falavam que iam ensinar os filhos a baterem de volta no meu filho, uma criança de apenas 3 anos que tem Autismo e TDAH. Tudo isso gerava um constrangimento muito grande e a gestão da Emei nunca se posicionou para conversar com os pais, passar informações. Eu tentei por várias vezes fazer algo nesse sentido, mas a Emei não ajudava. Eu deixava meu filho as 7h30 na escola e quase todos os dias recebia mensagem da professora às 9 horas dizendo para eu ir buscar ele, pois a criança estava em crise, o que só acontecia na escola”, contou a mãe do aluno.

Ainda de acordo com a denúncia, a criança também foi impedida de participar dos eventos festivos que foram realizados na EMEI.

“Na festinha do dia das crianças me foi sugerido não levar ele. O ano letivo termina hoje (21) com uma festinha, e mais uma vez me falaram para não levar meu filho. Me removeram do grupo antes mesmo das aulas encerrarem. Meu marido teve uma reunião na Secretaria de Educação e relatou todo o acontecido, mas nada foi feito. Por isso resolvi fazer a denuncia pois esses tipos de “profissionais” não deveriam trabalhar com crianças, principalmente crianças com deficiência. A auxiliar de sala dele até impedida de me passar informações sobre ele na EMEI, foi. Por fim, depois de ver que a escola não tem inclusão, nem comprometimento, resolvi pedir a transferência de meu filho”, acrescentou.

Encaminhamos a denúncia para a Secretaria de Educação e Juventude de Juazeiro. Em resposta, o órgão informou que “as ações de integralidade do cuidado da criança com transtorno do espectro autista (TEA) são realizadas de forma favorável para a construção de um espaço de formação e inclusão. A equipe gestora da unidade de ensino em questão já foi procurada para apuração dos fatos, e esclarece que, a remoção da mãe do grupo de WhatsApp dos responsáveis, foi realizada após o pedido de transferência do filho para outra unidade de ensino, rompendo assim, o vínculo com a escola. A instituição também esclarece que as crianças com TEA sempre são incluídas nos momentos festivos da escola e em todas as demais atividades e que, em casos específicos e esporádicos, os responsáveis são acionados para buscar os filhos que necessitem de maiores cuidados no horário de cumprimento da rotina escolar. Sempre transparente, a Seduc reforça que está à disposição da população para esclarecer qualquer fato e para tratar das demandas da comunidade escolar”.

Redação PNB

2 COMENTÁRIOS

  1. Meu filho tem Síndrome de Down e é muito bem acolhido no Emei Maria Tanuri extensão.A equipe é maravilhosa e muito responsável com as crianças em geral! Independente de sua situação motora, psicológica, tem profissionais capacitados, responsáveis e muito amorosos com as crianças. Não tem preconceito!Tem acolhimento, amor, segurança, felicidade e muito respeito por esses pequenos a quem amamos tanto!

  2. A mãe da criança citada na reportagem relata que em todo ano letivo seu filho foi excluído, isso não é verdade, pois ao contrário do que ela relatou a criança sempre foi querida e acolhida com todo o profissionalismo e capacidade de todos os professores, auxiliares e direção da EMEI. No dia das crianças ele se divertiu muito e estava contente, agora no final do ano a mãe da criança pediu a transferência dele para outra escola alegando que iria mudar de bairro, com isso ficaria muito longe da sua residência. Enfim ele sempre foi bem tratado e acolhido por todos da EMEI Mariá Viana Tanuri Extensão.

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