“Ela poderia ter morrido por falta de assistência médica”, diz amigo de paciente sobre falta de macas no SAMU de Juazeiro; Sesau volta a alegar retenção do equipamentos em hospitais

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Em contato com o Portal Preto no Branco, o leitor Cícero Lázaro, denunciou a falta de assistência do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) do município de Juazeiro, no norte da Bahia. Ele informou que precisou acionar o socorro na manhã desta sexta-feira (17), mas a ambulância não foi enviada por falta de maca.

“Hoje liguei para a SAMU, pois uma amiga estava com muito dor no peito e precisando de socorro aqui no Residencial São Francisco. A atendente só perguntou o nome, o endereço, e passou a ligação para um médico. Ele disse que não podia enviar uma ambulância, pois não tinha maca. Ele falou ainda que era pra gente pegar um carro por aplicativo e irmos até a UPA. Ainda perguntei se não tinha médico socorrista hoje no SAMU, e ele  disse que não. Eu fiquei abismado. Essa minha amiga tem problemas cardíacos e poderia ter morrido por falta de assistência médica. A situação da saúde de Juazeiro é vergonhosa”, criticou.

Encaminhamos a denuncia para a Secretaria de Saúde de Juazeiro. Em resposta, o órgão atribuiu a situação a retenção de macas nos hospitais da região.

“Como ocorre em todo o país, a superlotação das unidades hospitalares tem refletido na retenção das macas do SAMU. Os pacientes atendidos pelo SAMU acabam ficando nas macas, como leitos. Mesmo as equipes do SAMU fazendo busca nos hospitais, nem sempre as encontra liberadas, infelizmente, o que acaba prejudicando o atendimento do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, não apenas em Juazeiro, mas em várias cidades. As equipes do SAMU continuam fazendo varredura nos hospitais em busca das macas das unidades e as macas reservas. A Secretaria de Saúde informa ainda que não procede a informação que a unidade estaria sem socorrista”, declarou a Sesau.

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