A moradora de Juazeiro, no Norte da Bahia, Fabiana Jesus dos Santos, procurou o Portal Preto no Branco nesta quinta-feira (09), para denunciar a falta de assistência do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), a uma mulher que teve um mal-estar súbito no centro da cidade. De acordo com ela, o médico que a atendeu por telefone alegou que as macas da unidade estão retidas.
“Acabei de solicitar a presença do Samu, para socorrer uma mulher que passou mal aqui em frente a Multimagem, no centro de Juazeiro. Falei com o médico e ele me disse que não podia mandar uma ambulância, porque as macas estão todas no Hospital Regional. Ele falou ainda que eu procurasse um carro e levasse a paciente para UPA. A mulher é hipertensa e estava desmaiando nos braços da filha. Quem ajudou foi um funcionário da Sote, que emprestou uma cadeira de rodas para conduzir a mulher até o ambulatório para aferir a Pressão Arterial dela.Um absurdo sem tamanho”, contou.
Fabiana acusou ainda que a equipe do SAMU não deu credibilidade para a sua solicitação.
“Me identifiquei como enfermeira e mesmo assim não deram credibilidade a situação da paciente, e nem a mim como profissional da área de saúde. Estou indignidade com a falta de empatia e negligência dos serviços de saúde da cidade de Juazeiro”, acrescentou.
Encaminhamos a reclamação para a Secretaria de Saúde. Em resposta, o órgão informou que “como ocorre em todo o país, a superlotação das unidades hospitalares tem refletido na retenção das macas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). Os pacientes atendidos pelo serviço acabam ficando nas macas, como leitos. Mesmo as equipes do SAMU fazendo busca nos hospitais, nem sempre as encontra liberadas, infelizmente, o que acaba prejudicando o atendimento, não apenas em Juazeiro, mas em várias cidades. As equipes do SAMU continuam fazendo varredura nos hospitais em busca das macas das unidades e as macas reservas”.
Redação PNB



