Entre segunda (10) e terça-feira (11), dois novos casos de violência foram registrados em escolas brasileiras. Nesta terça-feira, duas estudantes ficaram feridas em um colégio em Santa Tereza de Goiás. O adolescente responsável foi apreendido e levado para delegacia.
Um dia antes, outro caso de violência aconteceu no Amazonas. Os pais de adolescentes envolvidos na ação, em uma escola particular na zona sul de Manaus, foram chamados imediatamente até o colégio, e os estudantes feridos foram socorridos.
Os casos de violência aconteceram após a tragédia que vitimou quatro crianças em uma creche na cidade de Blumenau-SC, no último dia 5 deste mês.
A repercussão dos casos tem gerado uma onda de ameaças e boatos de atentados às instituições escolares, o que tem gerando intranquilidade e até pânico em alunos, pais e responsáveis e professores.
Desde a noite de ontem (10) circulam mensagens ameaçadoras nos grupos de Whats App sobre supostos ataques a escolas de Juazeiro. Diferentes instituições das redes de ensino são citadas como possíveis alvos.
Não há informação concreta destas ameaças em Juazeiro, mas o trabalho de inteligência e investigação da Polícia Civil, que tem apoio da Coordenação de Inteligência Cibernética (Cyberlab), já resultou na identificação de adolescentes responsáveis por ameaças de ataques a escolas em Salvador e em cidades do interior, como Vitória da Conquista, Itarantim, Ituberá, Iaçu, Maiquinique e Paratinga.
De acordo com o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner, todas as ações de prevenção e de investigação estão sendo adotadas com total prioridade pelas equipes. “O resultado disso é a apreensão de quatro adolescentes, em diferentes municípios do estado, todos envolvidos com a divulgação de ameaças em ambientes escolares. Temos outras apurações em andamento para identificar e responsabilizar quem está se aproveitando deste momento de comoção social para espalhar o terror”, afirmou.
Ações
Diante desta preocupação, autoridades estão se mobilizando e apontando medidas para reforçar a segurança nas escolas.
As Secretarias Estaduais de Educação e de Segurança Pública da Bahia informaram que as ações e protocolos para reprimir boatos de ataques em escolas foram reforçados.
Com o objetivo de atuar de maneira cada vez mais célere para prevenir crimes no ambiente escolar, buscar, identificar e responsabilizar os autores de ameaças, sejam elas reais ou falsas, os órgãos adotaram uma série de ações conjuntas.
Entre elas está a disponibilização de um canal através do 181 para a comunicação de possíveis ameaças.
“As informações serão tratadas de maneira emergencial pela Superintendência de Inteligência e, imediatamente, repassadas para as forças policiais, visando a pronta resposta, quando cabível. Fotos, prints e vídeos também podem ser enviados através do site do Disque Denúncia (www.disquedenuncia.com)”, informou o Governo do Estado.
Além das ações preventivas, que envolvem a intensificação do patrulhamento especializado da Ronda Escolar e das unidades ordinárias da Polícia Militar, a Polícia Civil da Bahia destacou equipes dos Departamentos de Inteligência Policial (DIP), de Polícia Metropolitana (Depom) e de Polícia do Interior (Depin) para atuarem na prevenção e repressão a ataques nas unidades escolares do estado.
A ação integra a Operação Escola Segura, deflagrada em todo o país pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
O delegado Delmar Bittencourt, coordenador do Laboratório de Inteligência Cibernética da Polícia Civil, explica como está sendo feita a integração com outros estados. “Decidimos compartilhar as informações. Por exemplo, se chegar um perfil aqui na Bahia, antes de investigar, a gente vai lá na plataforma e verifica se esse perfil já está sendo investigado por outro estado. A partir daí, iniciamos uma busca de investigação e de inteligência, até tomar todas as medidas legais cabíveis”.
Juazeiro
Durante sessão ordinária desta terça-feira (11), o vereador Renato Brandão (PL) apresentou um Projeto de Lei, que visa garantir a segurança nas escolas municipais, estaduais e particulares de Juazeiro.
O Projeto de Lei 3.808/2023, estabelece a obrigatoriedade da instalação de sirenes de emergência nas escolas municipais, estaduais e particulares da cidade de Juazeiro, para situações de ataques e em situação de pânico. Com a implementação do PL, as instituições de ensino devem realizar treinamentos com os alunos, professores e funcionários, para que saibam como acionar as sirenes de emergência, além de como agir em caso de um ataque.
Foi apresentado também, o PL 3.809/2023, que sugere a instalação de detectores de metais nas instituições de ensino.
O Vereador Luciano do Vale também apresentou, através da sua assessoria jurídica, um PL indicando catracas de segurança e um sistema de identificação biométrica para todas as escolas municipais para controlar o acesso físico de pessoas, identificar e localizar potenciais criminosos, e assim impedir possíveis atentados.
Redação PNB



