“Ele corre risco de morte”: menino de 5 anos está internado na UPED de Juazeiro, com apendicite, aguardando regulação; Secretarias de Saúde respondem

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Com apenas 5 anos, o menino Bernardo Emanuel Andrade Silva, está sofrendo com fortes dores na parte inferior do abdômen, devido uma apendicite. Ele está internado na Unidade Pediátrica de Juazeiro, no Norte da Bahia, desde o último sábado (29), aguardando por uma cirurgia que precisa ser feita em outra unidade hospitalar.

“No sabado pela manhã ele foi levada para a UPED de Juazeiro sentindo fortes dores na parte inferior do abdômen. Ontem o médico concluiu o diagnóstico dele, como um caso de apendicite com alto grau de complexidade. Ele precisa ser operado com urgência e o único hospital com suporte é o Dom Malan, em Petrolina, devido a necessidade de UTI”, contou Laiane Santos, prima de Bernardo.

Ainda de acordo com ela, até o momento não há previsão de quando a regulação da criança será feita, apesar da gravidade do caso.

“O pequeno Bernardo já não tem forças nem pra chorar de dor, mas ainda não se conseguiu a regulação para ele. A mãe dela já foi até o HDM, mas lá dizem que não podem fazer nada. Ele corre risco de morte, e não pode esperar tanto tempo assim”, acrescentou.

Ao PNB, a Secretaria de Saúde de Juazeiro esclareceu que “a Unidade Pediátrica tem dado todo o suporte possível ao paciente. Ele já foi inserido no sistema da Central de Regulação Interestadual de Leitos (CRIL), mas infelizmente o município não tem autonomia sobre a Central, a qual é de responsabilidade do governo do estado. Enquanto a criança não é regulada, a Uped continua realizando todo o atendimento, porém a unidade é para casos de baixo risco. A Sesau se coloca à disposição para quaisquer esclarecimentos”.

Também encaminhamos a situação para a Secretaria de Saúde do Estado. Em resposta, a Sesab informou que “A Central Estadual de Regulação segue em busca de vaga para o perfil do paciente Bernardo Emanuel Andrade Silva. É importante que nos auxiliem a explicar para a população que a disponibilidade de vagas nos hospitais ocorre apenas em duas situações: alta médica ou óbito. Neste cenário, não é possível sinalizar o dia que ocorrerá a transferência de um paciente. A gravidade do mesmo em relação ao total de solicitações é mais um fator de análise da equipe médica da Central Estadual de Regulação”.

Redação PNB

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