Marlene Ribeiro, mãe de um menino com Espectro Autista, matriculado na rede municipal de Juazeiro, em contato com o PNB nesta terça-feira (2), voltou a reclamar da falta de profissionais auxiliares, condição necessária para que os alunos frequentem as aulas.
” Gostaria de fazer uma reclamação sobre a falta de profissionais auxiliares, AEE. Eu obtive a informação hoje, de que não tem previsão de quando serão chamados mais auxiliares. Na escola que é para o meu filho estudar, atualmente só tem uma profissional. Porém, lá tem aproximadamente 16 crianças com deficiência matriculadas, ou seja, a escola deve ter no mínimo 8 auxiliares. A prefeitura de Juazeiro não dá nenhuma posição de quando irá chamar esses outros auxiliares para atender nossas crianças. Já estamos chegando no mês de junho, mês de recesso, e tanto meu filho, como outras crianças, vão perder metade do ano letivo por irresponsabilidade da prefeitura. Inicialmente a previsão que deram para a contratação dos auxiliares era 30 de março, mas já estamos no dia 02 de maio e nada. Por isso eu queria pedir que a Prefeitura de Juazeiro se manifestasse e resolvesse a situação. Eu sou uma mãe atípica, que assim como outras, estou sofrendo justamente pela exclusão do meu filho. Até pela prefeitura, que era um órgão que deveria dar apoio, mas na verdade está fazendo pouco caso da situação. Se não resolverem a situação, eu vou procurar os meus direitos e os direitos do meu filho. Eu não vou deixar ele fora da sala de aula, sabendo que a prefeitura tem a obrigação de contratar auxiliares, antes mesmo das aulas começarem. As crianças com deficiência estão em casa, pois as escolas não aceitam que eles frequentem as aulas, sem auxiliar. Isso é inadmissível”, desabafou a mãe.
Há meses, o PNB vem acompanhando a luta dos pais e responsáveis por alunos com deficiência da rede municipal para que seus filhos tenham garantido o direito à educação. Em todas as reclamações que nos chegam, procuramos a Secretaria de Educação que promete resolver a situação, dá desculpas, justifica, mas não cumpre com sua obrigação. O ano letivo segue e os alunos com deficiência fora da escola, contrariando a garantia de uma educação inclusiva.
Mais uma vez, estamos pedindo uma definição a Seduc.
Redação PNB/ Foto ilustrativa



