Profissionais que atuam no Hospital Dom Malan, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco, e que foram afastada da funções devido a licença maternidade, entraram em contato com o Portal Preto no Branco mais uma vez para cobrar o cumprimento de direitos trabalhistas por parte da Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira -(IMIP), antiga gestão da unidade.
Elas, que pediram para não ser identificadas por medo de represálias, informaram que além do salário do mês de março, também estão aguardando o pagamento da rescisão do contrato de trabalho.
“Nossa indignação é porque muitas de nós ainda não receberam o salário de março, ou seja, já vai completar dois meses de atraso. Além disso, as profissionais que já completaram os meses de licença maternidade, ainda não receberam a recisão. Muitas já fizeram exames laboratoriais, já passaram pelo médico do trabalho, e mesmo assim ainda não conseguiram assinar o aviso. Eles dizem que vão nos convocar para ir lá assinar, mas até agora nada. O representante do IMIP só diz que não há verba para o pagamento do salário e da recisão, e que está providenciando. Mas até agora não há previsão. Por conta disso, também estamos impossibilitadas de recebermos o seguro desemprego, que é um direito nosso, como trabalhadoras. Estamos passando por essa situação justamente neste momento em que estamos com crianças pequenas em casa, e precisando muito de dinheiro, pois os gastos são muitos. É muito revoltante o que está acontecendo com nós, que somos trabalhadoras honestas e não estamos tendo nossos direitos respeitados”, cobraram.
Estamos encaminhando a reclamação para o IMIP, em busca de esclarecimentos.
Em abril, as profissionais já haviam procurado o PNB para reclamar da situação.
“É uma grande falta de respeito com nós funcionárias afastadas pela empresa IMIP. Estamos no período de licença maternidade e até hoje não recebemos nosso salário, referente ao mês de março. Segundo o IMIP, em Recife, não tem previsão de quando o dinheiro vai ser repassado para pagar os funcionários. Por isso queremos que essa situação chegue até as autoridades ou alguém que possa resolver esse problema”, pediram na ocasião.
Redação PNB



