Após novo mandado de prisão preventiva contra o Vereador de Juazeiro, Amadeus dos Santos (PP), alvo da Operação Astreia da Polícia Federal e do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais do MPBA, nesta sexta-feira (21), o Portal Preto No Branco procurou o presidente da Câmara de Vereadores, Berg da Carnaíba, para ouvir o parlamentar sobre as providências que serão adotadas em nível de legislativo.
O presidente informou que na tarde de hoje (21), foi notificado pela Polícia Federal acerca do mandado de prisão e da condição de foragido do vereador.
“Eu recebi a notificação da Polícia Federal e na segunda-feira, dia 24, irei me reunir com a Diretoria Legislativa, com o Departamento Jurídico, Comissão de Ética e também com os vereadores para adotarmos as providências previstas no regimento interno da Câmara e na Lei Orgânica do Município”, disse o presidente.
De recesso, as sessões do legislativo municipal serão retomadas no próximo dia 2 de agosto.
No seu segundo mandato, Amadeus Santos (PP) teve 2.315 votos nas últimas eleições e faz parte da base aliada a Prefeita Suzana Ramos.
Foragido
Amadeus Santos é considerado foragido pela Polícia Federal que busca cumprir o novo mandado de prisão preventiva. Até o momento o vereador “não foi localizado”, disse a PF.
“O novo mandado de prisão preventiva foi decretado ontem, dia 20/07, em decisão liminar proferida pela Segunda Câmara Criminal – 2ª Turma do Tribunal de Justiça da Bahia. A determinação acatou medida cautelar do MP contra decisão de primeira instância que, atendendo recurso interposto pela defesa de Amadeus dos Santos, concedeu alvará de soltura, sob a condição de pagamento de fiança e outras medidas cautelares diversas da prisão preventiva”, informou a PF.
Segundo as apurações da Polícia Federal, o vereador possui grau de parentesco com o chefe da organização criminosa, supostamente integra o núcleo financeiro do grupo e manteve vultosa quantia, cerca de R$ 400 mil, com a finalidade de ocultar e dar aparência de licitude a valores advindos da atividade ilícita do grupo criminoso, além de servir como um seguro para pagamento de despesas com eventual prisão.
A PF informou ainda que “durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão na deflagração da Operação Astreia 3, Amadeus dos Santos promoveu embaraço à investigação, ao tentar destruir provas. Além disso, foram apreendidos em sua residência drogas e documento falso”.
Redação PNB



