Mesmo após ter ganhado na justiça o direto de receber da Secretaria de Saúde do município de Petrolina, no Sertão de Pernambuco, fraldas para a filha diagnosticada com o Transtorno de Espectro Autista, a mãe atípica Cármen aguarda há mais de um ano pelo cumprimento da decisão judicial.
Em contato com o Portal Preto no Branco nesta terça-feira (01), ela declarou que a liminar foi concedida no dia 11 de abril de 2022, e até o momento o órgão municipal não entregou nenhuma fralda para a criança.
“Minha filha necessita de 60 fraldas por mês das marcas Mamypoko e Bigfral, pois elas tem menor risco de reação alérgica, comparadas a outras marcas. Foi o que a médica Neuropediatra dela indicou. Lutei na justiça para ter direto a essas fraldas através do SUS, pois não tenho como comprar. Mas há mais de um ano aguardo a prefeitura me entregar e até agora nem previsão. Meu colchão está todo cheio de manchas de xixi e mal cheiro, pois quase todos os dias ela urina na cama”, declarou Carmem.
Encaminhamos a reclamação para a Secretaria de Saúde de Petrolina. Em resposta, o órgão informou que “a demanda foi atendida, a licitação foi feita, houve o empenho e este já foi enviado para o fornecedor. Agora, a Secretaria aguarda o recebimento das fraldas em um período de 10 dias úteis”.
Em novembro do ano passado a mãe da menina já havia procurado o PNB para reclamar da situação. Na época, o órgão municipal informou que Em já havia recebido a demanda judicial, e que o processo da paciente estava no setor de compras para aquisição, “tendo em vista se tratar de fraldas com marca específica”.
Redação PNB



