No início da tarde de hoje (24), o Portal Preto No Branco noticiou que os funcionários da EPIC, contratada da Prefeitura de Juazeiro, e que trabalham nas escolas municipais, foram dispensados pela empresa devido o atraso no repasse da verba por parte da gestão municipal.
“Sem previsão de retorno”, informaram os trabalhadores ao PNB.
A reação da empresa parou as atividades já na tarde desta quinta-feira (24).
A direção de algumas escolas chegou a avisar aos responsáveis pelos alunos, mas alguns estudantes voltaram da porta das unidades escolares.
“Desde hoje pela manhã funcionários terceirizados da prefeitura não estão indo trabalhar. Meus filhos estudam a tarde na rede municipal e ao meio dia informaram no grupo de pais que não haveria aula por conta que os funcionários da empresa que presta serviços de portaria não iriam trabalhar. Perguntei se era falta de pagamento e os gestares da escola não quiseram falar, nem ao menos tiveram um justificativa do por quê. Então, muito provável que por falta de pagamento. Perguntei se amanhã teria aula e também não sabem ainda informar”, relatou uma mãe de aluno da Escola Judite Leal Costa
“Escolas sem aula e alunos prejudicados, mais uma vez, por conta de atrasos de pagamento pela Secretaria de Educação”, protestou outra mãe.
“As aulas também foram suspensas na Escola Helena Celestino. Os funcionários ficaram assustados, mas o supervisor da empresa chegou de surpresa e mandou todos embora. Difícil viu, daqui pra frente é só pra trás”, ironizou uma mãe da instituição.
“Meus dois filhos foram para a escola e voltaram. Sem o pessoal de apoio, não tem aula, não existe escola. A gestão de Suzana Ramos é inimiga da educação”, criticou um pai da rede municipal.
Mais cedo, encaminhamos a situação para a Secretaria de Educação e Juventude de Juazeiro, mas até o momento não recebemos nenhuma resposta.
Dispensados
Em contato com o PNB, alguns trabalhadores da empresa EPIC, contratada da Prefeitura de Juazeiro, no Norte da Bahia, e que atuam em escolas municipais afirmaram que a situação foi provocada devido ao atraso no repasse da verba por parte da gestão municipal. Eles informaram ainda que foram dispensados dos seus postos de trabalho, sem previsão de retorno.
“O supervisor foi até as escolas mandando todos os funcionários da EPIC embora e não voltar até segunda ordem. A justificativa que deram é que a folha de pagamento fecha no dia 20 e até o momento a prefeitura não repassou a verba. Por conta disso, mandaram os funcionários embora, para não acontecer o atraso do salário e a empresa ser multada futuramente”, contou uma funcionária.
Entre os profissionais dispensados estão: agentes de portaria, Auxiliares de Serviços Gerais e merendeiras, funcionários essenciais para o funcionamento das escolas.
Redação PNB/ imagem ilustrativa



