“Eu estou tão impactado com essa notícia. Todos nós que trilhamos pelo difícil caminho da cultura, e da arte, teve Bebela como farol. Não precisa dizer que Bebela é o maior ícone. Bebela não é mãe de Frida e Fred apenas, ela é mãe de todo mundo que nasceu na arte depois dela. Bebela conversou com todo mundo, recebeu todo mundo. Ela tinha uma capacidade de amar todo mundo, de falar sobre o valor de cada um. Tantas vezes ela falou de mim, tantas vezes ela me disse coisas. Eu estou me sentindo meio órfão. Eu nasci no teatro e sempre tive Bela como a minha maior referência. Tantas vezes eu pedi conselho para ela. Inclusive ela foi uma das responsáveis, junto com Geraldo Pontos, pelo meu nome Devilles. Ela sempre foi uma grande conselheira. Ela sempre recebeu a gente na casa dela sem fazer qualquer distinção. Embora ela pertencesse ao clã da sociedade juazeirense, ela nunca se comportou dessa maneira. Jamais teve relação com a elite. Ela sem dúvida é a maior artista e a mais popular. Domina do erudito ao popular. De Shakespeare a João Cabral de Melo Neto. Bebela influenciou todos nós, e a mim que sou uma pessoa que vem perseguindo a arte a cultura. Parece que quando a gente perde uma pessoa assim, como ela, com a importância dela, parece que a gente não fica só órfão, parece que a gente tem uma missão mais difícil, mais dura, do que tivemos ao longo de toda essa vida. Hoje metade de Juazeiro vai embora, e a outra é esperança, é o que fica”, assim se expressou o ator e diretor de teatro, Devilles Sena.
“Meu primeiro contato com Bebela aconteceu na faculdade de Letras , como minha professora de inglês. Depois como diretor de teatro e também já atuando em atividades culturais, sempre a busquei como uma fonte de conhecimento. Ela era sabida. Sabia de tudo. Ela era intensa. Falava com riqueza de detalhes. Contava a história como se tivesse presenciando, fazendo parte, vivendo. Era uma entusiasta, apaixonada pelas coisas de Juazeiro. Impressionante a carga de emoção que tinha em Bebela. Uma grande perda! Juazeiro perde uma grande mulher e um grande nome fica pra ilustrar sua história!” declarou o diretor de teatro e também ator, Adonilson Souza.
“Glória nos Céus! A legítima representação da nossa Cultura, especificamente do nosso folclore, tem assento no Conselho Celeste. A historiadora Bebela chegou chegando, montada na serpente da ilha do fogo e soltando labaredas, acompanhada ainda do boi bumbá, janainas, pastoras, nego d’água e até o minhocão. Logo, a primeira reunião celeste tornou-se um espetáculo. Deus a acolha e conforte-nos. Até mais, Bebela,” homenageou o ator e jornalista Dadau Barbosa.
Redação PNB



