Profissional de Saúde que atua na zona rural de Juazeiro denuncia precariedade nas condições de trabalho e desabafa: “Parece uma gestão em fim de mandato, quando o gestor perde”; Sesau responde

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Um servidor da Secretaria de Saúde de Juazeiro, no Norte da Bahia, lotado na zona rural do município, entrou em contato com o Portal Preto no Branco nesta quarta-feira (25), para reclamar de problemas, que segundo ele, vem acontecendo no serviço de transporte dos profissionais para as comunidades.

“Venho explicitar aqui uma realidade que a algum tempo estamos passando. Sou profissional de nível superior da área da saúde da zona rural e todos os dias somos pegos de surpresa no tocante ao nosso deslocamento para a unidade de saúde. Carros sujos, um motorista diferente a casa dia, condutores que definitivamente não tem treinamento para isso, veículo com combustível que mal dá pra ir e voltar, ficando inviável fazermos as visitas domiciliares aos idosos acamados e pacientes com dificuldade de locomoção. Na maioria das vezes, quando entramos no carro, ainda temos que ir abastecer e acabamos chegando tarde na unidade. Chegamos apressados e encontramos pacientes esperando desde muito cedo. Enfim, são condutas rotineiras que nos cansam”, desacatou o profissional.

O servidor afirmou ainda que a SESAU já foi informada sobre a situação, mas até o momento nenhum providência foi adotada.

“Já comunicamos à nossa apoiadora e a mesma comunicou aos superiores e nada muda. Parece uma gestão em fim de mandato, quando o gestor municipal perde, e a cidade fica abandonada. A impressão que fica é essa. Desorganizados, desatentos, sem planejamento para nada”, acrescentou.

O servidor finalizou ressaltando que os problemas afetam diretamente o serviço prestado pelos profissionais, prejudicando assim os usuários.

“Quem sofre somos nós profissionais e a comunidade que precisa que estejamos animados para prestar um bom trabalho. Faltam comando, liderança e gerência nos setores. É muita gente mandando e isso complica o andamento dos serviços essenciais que pedem rotina, organização e compromisso com o paciente que está na ponta esperando. Gestão que não valoriza os servidores, que na sua maioria busca fazer o seu melhor, mas a máquina, a burocracia e o despreparo de muitos não deixam acontecer de forma satisfatória para o profissional e o usuário”, concluiu.

Encaminhamos a reclamação para a SESAU. Em resposta, o órgão informou que “lamenta a insatisfação do profissional e ressalta que existe uma programação para a higienização da frota da secretaria, composta por mais de 45 carros. Devido a programação, acontece de alguns veículos demorarem mais que os outros para a realização da limpeza. Sobre o abastecimento, o mesmo sempre é realizado na saída para a rota do veículo como forma de controle do setor, e o abastecimento é monitorado conforme a rota a ser realizada. Os horários de saída, abastecimento e deslocamento são compatíveis com a carga horária de trabalho dos motoristas e dos outros profissionais, todos os motoristas têm registro profissional da categoria e obedecem a uma escala determinada pelo setor de transportes e pela Sesau para atender ao órgão como um todo”.

Redação PNB

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