“Não é justo trabalhar sem receber”: funcionários da empresa EPIC, contratada pela Prefeitura de Juazeiro, reclamam de salários atrasados e planejam paralisação das atividades

0

Nesta quinta-feira (09), funcionários da EPIC, empresa prestadora de serviços contratada pela Prefeitura de Juazeiro, no Norte da Bahia, entraram em contato com o Portal Preto no Branco para reclamar que estão, mais uma vez, com os salários do mês atrasados. De acordo com eles, até o momento não há previsão de pagamento.

“Até hoje a empresa EPIC ainda não pagou os funcionários. Nossos salários deveriam ter caído no último dia 4, e já estamos no dia 9. Quando perguntamos quando o pagamento será feito, só nos dizem que não há previsão. Estamos preocupados, pois temos contas para pagar. Não é a primeira vez que atrasam os nossos salários. Já estamos cansados dessa situação”, desabafou uma funcionária, que preferiu não ser identificada.

Diante do atraso, os profissionais que atuam nas escolas municipais de Juazeiro, planejam paralisar as atividades. Entre os colaboradores estão: agentes de portaria, Auxiliares de Serviços Gerais e merendeiras, trabalhadores essenciais para o funcionamento das instituições de ensino.

“Se até amanhã não cair dinheiro na conta, vamos ter que para as atividades.  Sabemos que a nossa paralisação vai prejudicar os alunos, mas não é justo trabalhar sem receber”, acrescentou outro profissional.

Encaminhamos as reclamações para a Secretaria de Educação e Juventude de Juazeiro.

Relembre

No último mês de agosto, os profissionais paralisaram as atividades por atraso no salário. Na ocasião, os alunos das escolas municipais ficaram sem aulas presenciais.

As aulas foram suspensas após a empresa EPIC dispensar os funcionários devido a falta de repasse por parte da Secretaria de Educação e Juventude. Na ocasião, os profissionais informaram ao PNB que foram orientados a não irem trabalhar até “segunda ordem”.

Em nota enviada ao PNB na época, a Secretaria de Educação e Juventude de Juazeiro informou apenas que tratava de uma resolução administrativa que estava remanejando funcionários de uma fonte pagadora para outra. Ou seja, alguns sairiam da EPIC e seriam admitidos de outra forma.

Redação PNB 

DEIXE UMA RESPOSTA

Comentar
Seu nome